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Sem força na legenda

Lauriete perde queda de braço, e Magno Malta segue comandando partido

Cúpula nacional do PL, ex-PR, já deu carta branca e respaldo para que o ex-senador siga no comando da legenda no Espírito Santo

Publicado em 13 de Junho de 2019 às 23:03

Vinícius Valfré

Publicado em 

13 jun 2019 às 23:03
Lauriete Rodrigues é deputada federal pelo PL Crédito: Michel Jesus/Câmara dos Deputados
A deputada federal Lauriete Rodrigues até tentou, mas não conseguiu criar ambiente propício para assumir o comando do seu partido no Espírito Santo, o Partido Liberal (PL) - antes Partido da República (PR). A cúpula nacional da legenda já deu carta branca e respaldo para que o ex-senador Magno Malta, ex-marido da deputada, siga no posto que ocupa desde 2002.
A conversa considerada definitiva ocorreu há cerca de 40 dias, em Brasília, com o principal cacique da sigla, o ex-deputado Valdemar Costa Neto (SP). No encontro, o líder deixou clara a preferência por Magno. A informação é do vereador Heliosandro Mattos (PL), que também participou da reunião. Afinado com Lauriete, ele queixa-se da falta de espaço na legenda.
Outras três pessoas próximas a Magno e Lauriete ouvidas pela reportagem relataram que ela já admitiu ter perdido a queda de braço, e é com o ex-senador que as demais lideranças políticas fazem as tratativas partidárias. 
Como ela foi eleita para Câmara e Magno não conseguiu a reeleição ao Senado, Lauriete é a liderança partidária mais bem posicionada. Mesmo assim, sente-se escanteada.
"Estamos (ele e Lauriete) segregados, discriminados pela direção nacional e pela direção estadual. Estamos à margem da vida partidária. Ela tem mandato, mas não tem a mínima voz. O Valdemar disse à deputada Lauriete, de forma muito nítida, que não havia possibilidade de substituir o ex-senador aqui. Ficamos atônitos. Nós, com mandatos, somos dirigidos pelos sem mandatos", afirmou o vereador Heliosandro.
ENTRAR NA JUSTIÇA
O vereador de Vila Velha também afirmou que ele pretende ir à Justiça Eleitoral para conseguir a desfiliação da legenda sem incorrer na prática de infidelidade partidária, que poderia resultar na perda dos mandatos. E que a deputada federal deve seguir o mesmo caminho.
"A gente deve fazer isso em breve. Provavelmente, faremos isso juntos, talvez neste mês ainda", disse Heliosandro. Caso não consiga autorização da Justiça para sair do partido, Lauriete só poderia trocar de legenda na janela partidária* que será aberta em 2022.  
Lauriete e Magno não deram entrevista. Tesoureiro do partido, o pastor Carlos Salvador, que concorreu como primeiro suplente de Magno ao Senado, minimizou a polêmica. Disse que o ambiente partidário é harmônico, tranquilo e que não há atritos ou conflito.
Sobre o fato de a sigla ser presidida por um político sem mandato, lembrou que não há nenhuma obrigação de que seja o contrário. "Isso não existe, não é regra. Magno é presidente há 18 anos, desde 2002", frisou.
Questionada sobre a situação do partido no Espírito Santo, a direção nacional evitou alimentar o atrito e informou apenas que os núcleos estaduais são autônomos, "não havendo, portanto, qualquer reparo a oferecer quanto à atuação" do partido ou da bancada capixaba.
* ENTENDA: JANELA PARTIDÁRIA
Os mandatos dos deputados pertencem aos partidos, e não aos indivíduos, de acordo com a legislação. O parlamentar que trocar de partido, injustificadamente, perde o mandato. No lugar dele, assume o suplente. Portanto, é preciso justificar a mudança a partir de determinados critérios. Há, no entanto, uma oportunidade para a troca de legenda sem justificativa: a janela partidária, que dura 30 dias e ocorre sete meses antes de uma eleição.  

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