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Mistério de calcinha em fórum no ES vira música sertaneja e viraliza

Peça íntima usada foi encontrada no chão de sala onde ficam documentos sob segredo de Justiça e equipamentos, no último dia 29

Publicado em 07 de Novembro de 2025 às 18:38

Tiago Alencar

Publicado em 

07 nov 2025 às 18:38
Dois dias após reportagem de A Gazeta revelar que uma calcinha encontrada no chão de uma sala do Fórum de Cachoeiro de Itapemirim, na Região Sul do Espírito Santo, motivou um pedido de apuração do caso, o assunto ganhou repercussão na imprensa nacional, além de ter viralizado nas redes sociais por meio de uma música, ainda de autoria desconhecida.
Um arquivo de áudio – em estilo sertanejo – com duração de pouco mais de três minutos tem sido compartilhado em grupos de conversas no WhatsApp. Na letra, a peça íntima é tratada como "calcinha misteriosa". Ouça a música abaixo:
Caso de calcinha em fórum do ES vira música sertaneja
O caso foi relatado pelo juiz coordenador do Núcleo de Audiências de Custódia do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), André Guasti Motta, em ofício enviado ao juiz diretor do fórum da cidade, Bernardo Fajardo Lima, na última segunda-feira (3). O documento cita que duas servidoras da Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) chegaram ao trabalho na manhã do dia 29 e se depararam com a peça na sala do núcleo em que são realizadas as audiências e onde ficam documentos sob segredo de Justiça e equipamentos.
O magistrado acrescenta que, no dia anterior, 28 de outubro, o acesso ao fórum estava restrito devido ao feriado do Dia do Servidor. De acordo com o ofício, a sala havia sido trancada às 17h, ao fim do expediente. A equipe de limpeza só teria entrado na sala na manhã do dia 29, após a chegada das servidoras do núcleo. 
Mistério de calcinha em fórum no ES vira música sertaneja e viraliza
Calcinha encontrada em sala do Fórum de Cachoeiro de Itapemirim.
Calcinha encontrada em sala do Fórum de Cachoeiro de Itapemirim Crédito: Arquivo pessoal
Foi solicitado o registro de entradas no fórum entre a noite do dia 28 e o início da manhã de 29 de outubro. No entanto, não foi identificada nenhuma visita ao local no período.
“Cumpre destacar que o fato é grave e merece apuração imediata, haja vista que sala contém equipamentos de informática, impressoras, mobiliário e documentos diversos, alguns deles sob segredo de Justiça, que devem permanecer sob guarda e vigilância constantes do Poder Judiciário”, afirma o juiz no documento emitido na segunda-feira (3).
O magistrado conclui o ofício pedindo acesso aos registros das câmaras de videomonitoramento, para que seja identificada possível entrada não registrada de pessoas à sala. 

Apuração começa com análise de imagens

Conforme mostrou reportagem de A Gazeta na quinta-feira (6), a primeira medida adotada na investigação sobre a calcinha foi a análise das imagens das câmeras de segurança do corredor do Núcleo de Audiência de Custódia, justamente o setor de onde a peça foi recolhida para apuração do caso.
Em entrevista para a reportagem na quinta-feira (6), o diretor do fórum, juiz Bernardo Fajardo Lima, disse que foi analisado o registro de entrada e saída da sala, mas que ainda não é possível concluir o que aconteceu diante dos elementos identificados.
"Caso haja indícios do ingresso indevido na sala ou no prédio, será instaurado o devido procedimento administrativo para apuração de infração de natureza disciplinar. Contudo, até o momento, não houve identificação de sumiço de equipamentos ou documentos, ou acesso indevido a sistemas", ressaltou.
O magistrado ponderou que o fato de haver uma peça íntima no chão de uma repartição pública, como o fórum, não gera a presunção de infração disciplinar. Bernardo lembra que é comum pessoas carregarem roupas sobressalentes em bolsas e mochilas, como, por exemplo, para a prática de academia antes do expediente de trabalho, e objetos podem cair acidentalmente desses compartimentos.
"Por outro lado, se houve o ingresso de pessoas não autorizadas na referida sala ou no prédio, poderão ser adotadas medidas administrativas para apuração de infração de natureza disciplinar", frisou Bernardo Fajardo.
Questionado sobre a possibilidade de haver reforço à segurança do fórum, o diretor afirma que, no momento, ele e a equipe não vislumbram nenhum risco que justifique a modificação do esquema atual de proteção.
"Caso sejam identificadas eventuais falhas na segurança no curso da apuração, a Assessoria de Segurança do TJES (Tribunal de Justiça do Espírito Santo) tomará as providências necessárias para corrigi-las. Por ora, trata-se de um fato isolado", concluiu.

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