PREFEITO NÃO SE MANIFESTA
- Por que apenas agora, meses depois do ocorrido, o prefeito está se manifestando a respeito?
- As acusações feitas em vídeo foram formalizadas perante os órgãos de investigação, como Ministério Público ou Polícia Federal? Se foram, quais órgãos e quando?
- Quem estava presente e participou dessa reunião citada pelo prefeito no vídeo?
- Quem, especificamente, teria falado sobre a licitação e qual seria a empresa vencedora mencionada por essa autoridade?
- Quais seriam as empresas beneficiadas ou envolvidas?
- Quando essa reunião aconteceu?
- O prefeito afirma que há provas. Quais são as provas e elas podem ser compartilhadas conosco?
- De que trata os documentos entregues pelo prefeito ao superintendente da Polícia Federal na segunda-feira, dia 16? Eles estão relacionados à acusação feita pelo prefeito durante evento oficial da prefeitura, no último sábado?
- Quais foram os documentos entregues pelo prefeito ao superintendente da PF?
Confira nota do MPES
O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), por meio da Procuradoria-Geral de Justiça, informa que notificou o prefeito de Vitória, na terça-feira (17/05), para que apresente por escrito mais informações ou documentos de supostos atos ilícitos narrados por ele em pronunciamento no dia 14 de maio de 2022, na solenidade de inauguração da Escola Padre Guido Ceotto.
A notificação foi encaminhada para o e-mail institucional do prefeito, que tem prazo de cinco dias úteis para encaminhar resposta ao MPES. O Ministério Público requer que o prefeito forneça elementos pertinentes à apuração dos fatos narrados. O pedido visa a coletar mais informações para instruir representação enviada ao Ministério Público pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE), com o relato de um discurso do prefeito.
Tanto a representação quanto o discurso foram analisados no âmbito da Procuradoria-Geral de Justiça, que decidiu solicitar mais informações para a complementação da narrativa dos fatos supostamente praticados, quem seriam os autores e quais seriam as consequências jurídicas desses fatos na esfera cível e/ou criminal, bem como se haveria pessoas com prerrogativa de foro envolvidas.
É importante salientar que, neste momento, diante da falta de informações mais concretas, não foi possível analisar o mérito da representação enviada pela Procuradoria-Geral do Estado.