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Legislativo municipal

Novo presidente da Câmara de Vitória, Piquet fala em 'retomar protagonismo positivo'

Nos últimos anos, a Casa foi palco de prisão, denúncias de racismo, transfobia, violência política de gênero e teve um dos vereadores cassado

Publicado em 02 de Janeiro de 2023 às 16:55

Natalia Bourguignon

Publicado em 

02 jan 2023 às 16:55
Vereador Leandro Piquet foi eleito presidente da Câmara de Vitória
Vereador Leandro Piquet foi eleito presidente da Câmara de Vitória Crédito: Divulgação / CMV
Novo presidente da Câmara de Vitória, o vereador Leandro Piquet (Republicanos) afirmou que pretende devolver o "protagonismo positivo" da Casa. Ele foi eleito nesta segunda-feira (2) no lugar de Armandinho Fontoura (Podemos), que, preso, não pode tomar posse do cargo. Nos últimos dois anos, a Câmara da Capital foi palco de prisão, denúncias de racismo, violência política de gênero e teve um dos vereadores cassado. 
"Vamos pautar a retomada do protagonismo positivo da Câmara. Os debates e embates fazem parte do processo democrático e nós vamos fomentar isso, desde que tudo seja feito com respeito e dentro do que manda o regimento", afirmou Piquet.
Desde 2019, as discussões em plenário tomaram o noticiário pelos atos de desrespeito, preconceito e pela violência política de gênero. 
O vereador bolsonarista Gilvan da Federal (Patriota) foi protagonista de muitos dos episódios. Em março do ano passado, ele mandou a colega parlamentar Camila Valadão (Psol) "calar a boca" e "ficar quietinha" durante uma sessão na Câmara de Vitória.  Em dezembro de 2021, Gilvan ofendeu professores da rede pública e, novamente, mandou a vereadora psolista "calar a boca". No mesmo ano, ele disse que a roupa da colega não era apropriada.
Gilvan teve o mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo (TRE-ES) por infidelidade partidária em dezembro de 2022. Ele foi eleito vereador em 2020 pelo Patriota, mas mudou para o PL sem autorização do partido pelo qual se elegeu. Ele também foi condenado a pagar multa.
Uma das últimas sessões do ano foi interrompida após um convidado do vereador Denninho Silva (União Brasil) entrar armado no plenário.

Prisão

Piquet foi eleito presidente da Câmara após a prisão de Armandinho Fontoura, que encabeçava a chapa eleita para comandar a casa pelos próximos dois anos, mas foi preso por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. O vereador tentou recorrer, mas Moraes proibiu que deixasse a cadeia para ir tomar posse.
Dessa forma, o vice-presidente da chapa, o vereador Duda Brasil, foi empossado e convocou uma nova eleição para preencher apenas o posto de presidente. Leandro Piquet foi escolhido por 12 dos 14 vereadores presentes. A vereadora Camila Valadão (Psol) foi o único voto contrário, e o vereador Davi Esmael (PSD), ex-presidente da Casa, se absteve.
Armandinho foi preso no dia 15 de dezembro do ano passado em uma operação da Polícia Federal, determinada pelo próprio STF, contra suspeitos de participação em atos antidemocráticos e ainda de promoverem ataques a ministros do Supremo.
Além de Armandinho, outros dois políticos e um jornalista são suspeitos de integrar uma milícia digital no Espírito Santo. Segundo as investigações conduzidas pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES), eles utilizam um site de notícias, suas mídias sociais e até discursos parlamentares para a divulgação de informações fraudulentas (fake news), falsas comunicações de crimes, denúncias caluniosas e ameaças contra o STF, seus ministros e outras autoridades.

Momento de crise

Piquet disse para A Gazeta que não tinha a intenção de presidir a Câmara, mas que aceitou o posto após se formar uma maioria em torno do nome dele.
"Nunca esteve nos meus planos, no meu coação, nem na minha cabeça colocar meu nome para a presidência (da Câmara). Mas, em um momento de crise, vários vereadores me procuraram, incentivaram e se construiu uma maioria em torno do meu nome. Eu aceitei esse desafio por entender que a Câmara precisava de uma pessoa que fosse consenso dos vereadores", afirmou.
Apesar de ser do mesmo partido do prefeito Lorenzo Pazolini e da relação de proximidade entre os dois, Piquet garantiu que o chefe do Executivo municipal não interferiu na escolha de seu nome para o posto.
"O prefeito tem uma postura muito republicana e democrática. Não teve interferência na eleição. Em nenhuma das eleições ele fez qualquer interferência", apontou.
Sobre sua atuação como presidente, ele disse que será pautada nos interesses da cidade. "Tudo que for bom pra cidade, não tenho duvidas que será aprovado na Câmara. Isso não é sinônimo de subserviência, é sinônimo de parceria pra um futuro melhor."

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