Projetado pelo renomado e premiado arquiteto capixaba Paulo Mendes da Rocha, morto em 2021, antes de ver sua criação concluída, o complexo cultural
Cais das Artes foi anunciado em 2008 pelo então governador Paulo Hartung com a promessa de colocar o Espírito Santo no circuito de grandes exposições artísticas. Pela previsão inicial, seria inaugurado em 2012, mas uma série de contratempos e judicializações empacou a obra.
O investimento total seria de R$ 115 milhões, no entanto até 2018 o governo já havia gasto mais de R$ 129 milhões na estrutura, ainda longe da conclusão. Pelas estimativas da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), mais R$ 70 milhões ainda serão necessários para finalizar o complexo cultural, que ainda pode precisar de reparos na estrutura depois de sete anos de obras paralisadas.
Ao todo, o teatro teria 600 metros quadrados com 1,3 mil lugares e um vão livre de mais de 25 metros de altura até o teto. O museu compreenderia um espaço de 2,3 mil metros quadrados com auditório para 225 pessoas, cinco salas de exposições, biblioteca, cantina, recepção e cafeteria. Já a praça original foi projetada para ter cafeterias, livrarias e espaços para espetáculos e exposições ao ar livre.
Essa história pode ganhar um novo capítulo ainda neste ano, com o recente anúncio do atual governador do Estado, Renato Casagrande (PSB), de que o
espaço pode ser concedido à iniciativa privada. O plano é de que a empresa vencedora do certame finalize a obra e, assim, passe a explorar a vocação cultural do equipamento.
Mesmo que a licitação seja aberta ainda em 2022, a entrega desse importante espaço ficará nas mãos do próximo governador. Esse é tema desta quarta reportagem da série O que pensam os candidatos ao
governo do ES sobre..., com propostas para os principais desafios do Espírito Santo, elencados pela reportagem. O objetivo é ajudar o eleitor capixaba a escolher seus representantes nas Eleições 2022. Confira as respostas a seguir: