A redução da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de combustíveis, energia elétrica e serviços de telecomunicações para 17% passou a valer em 1º de julho deste ano no Espírito Santo. Com ela, muitos consumidores comemoraram uma
queda dos preços nos postos de combustíveis, principalmente. Por outro lado, o Estado contabilizou perdas na receita estimadas em R$ 1,1 bilhão para 2022 e em mais de R$ 2,2 bilhões para o próximo ano, incluindo os
valores a serem repassados aos municípios.
Para este ano, o governo do Estado afirmou que as perdas foram absorvidas por aumento da receita, que superou a previsão orçamentária. Porém, para 2023 será um desafio para o novo governador do Estado encontrar uma forma de compensar o impacto da redução do
ICMS para esses produtos e serviços nas finanças estaduais.
A redução da alíquota do
ICMS no Espírito Santo foi anunciada no Estado em decorrência de uma lei aprovada pelo Congresso Nacional que estabeleceu um teto para o imposto de combustíveis, energia elétrica e telecomunicações. A lei aprovada previa um dispositivo que buscava garantir a recomposição de verbas para saúde e educação em caso de prejuízo a essas áreas, o qual
acabou vetado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL). Todavia, o
Congresso restabeleceu compensação por perdas do ICMS aos Estados de maneira geral, com a derrubada de alguns vetos.
Na série produzida por A Gazeta, os candidatos a governador do Espírito Santo foram convidados a apresentar propostas para 10 áreas sensíveis do Estado, entre as quais o rombo do ICMS. Confira as respostas para esse tema: