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Trocando de sigla

Políticos do ES já negociam mudança de partido para a eleição de 2022

Audifax Barcelos, Juninho e Givaldo Vieira se movimentam em busca de novo abrigo para 2022. Fim das coligações e cláusula de desempenho devem fazer as próximas eleições terem recorde de candidatos

Publicado em 10 de Fevereiro de 2021 às 20:57

Rafael Silva

Publicado em 

10 fev 2021 às 20:57
Audifax Barcelos, Juninho e Givaldo Vieira devem trocar de partido até 2022
Audifax Barcelos, Juninho e Givaldo Vieira devem trocar de partido até 2022 Crédito: Arquivo A Gazeta
A 20 meses da eleição de 2022 – quando serão escolhidos deputados estaduais e federais, senador, governador e presidente – partidos e políticos capixabas já começam a se movimentar em busca de espaço. Alguns já estão de malas prontas e devem trocar de sigla na próxima disputa eleitoral. Como os candidatos do próximo pleito precisam estar filiados aos novos partidos até seis meses antes da eleição, os próximos 14 meses devem ser intensos na construção de chapas. Nos bastidores, três mudanças de nomes conhecidos do eleitor capixaba chamam a atenção.
Um deles é o ex-prefeito de Cariacica Geraldo Luzia Júnior, o Juninho, hoje filiado ao Cidadania. Com pouco espaço no partido de Luciano Rezende, ex-prefeito de Vitória, Juninho tem, desde o ano passado, se aproximado do PDT de Sergio Vidigal, atual prefeito da Serra. Com perfis ideológicos semelhantes e com parcerias já firmadas durante os oito anos em que o cariaciquense esteve à frente da prefeitura, o caminho para a mudança já está pavimentado e, ao que tudo indica, Juninho será candidato a deputado federal pelo PDT, em 2022.
Pessoas próximas a ele já dão como certa a saída do Cidadania e afirmam que o PDT é o único partido com o qual Juninho tem conversado. Desde que deixou a prefeitura, ele tem se dedicado a uma empresa de consultoria na área de esportes e saúde. O ex-prefeito, segundo aliados, é uma das apostas para acolher os votos que Vidigal tem na Serra, já que o pedetista não será candidato no próximo pleito. O prefeito deve entrar em peso durante a campanha apoiando aliados.
"Estou focado nos meus estudos e na minha empresa, mas também tenho planos para 2022. Ainda não defini nada, só sei que não devo ser candidato a deputado estadual", afirmou Juninho à reportagem.
Outra mudança também relacionada à Serra é a do principal adversário de Vidigal, o ex-prefeito Audifax Barcelos, atualmente filiado à Rede Sustentabilidade. Como o partido não alcançou a cláusula de desempenho em 2018 (só atravessaram a barreira os partidos que conquistaram 1,5% dos votos para a Câmara, distribuídos em 9 Estados, com mínimo de 1% em cada Estado) e perdeu recursos do fundo partidário, o redista já estaria à procura de uma nova casa. Nos últimos dias, Audifax teve uma conversa amigável com o líder do MDB no Estado, Lelo Coimbra (MDB).
O partido, afirma Lelo, terá candidato ao governo do Estado em 2022. Audifax é cotado para a vaga, além de também ser aposta para tentar uma cadeira na Câmara dos Deputados ou na Assembleia Legislativa.
"Tivemos uma conversa muito boa. Estando ele no MDB, é um nome forte do partido em 2022. Ele e Guerino Zanon (prefeito de Linhares) são nomes com perfil para disputar um quadro majoritário (governador ou senador). A Rose de Freitas tem, de certa forma, a preferência para disputar a reeleição ao Senado, se assim ela quiser. Para o partido, é muito bom ter nomes fortes assim”, pontuou Lelo.
Tirando alguns dias de férias com a família, Audifax foi procurado pela reportagem para comentar a possibilidade, mas não houve retorno.
Com a "mão na caneta" para assinar uma nova filiação, quem também deve trocar de sigla é o ex-deputado federal e atual diretor-geral do Detran, Givaldo Vieira. Ele preside o PCdoB no Estado, sigla que escapou por pouco da cláusula de desempenho em 2018. Sobreviveu por ter incorporado o PPL. Givaldo, que foi vice do governador Renato Casagrande (PSB) no mandato anterior do socialista (2011-2014), e que faz parte do atual governo, como diretor-geral do Detran, está muito próximo de se filiar ao PSB.
"Tenho um histórico com o governador e uma proximidade com o PSB. Conversamos um pouco sobre isso, mas ainda não definimos nada. Estamos focados em ter bons resultados na gestão", despista.
O nome de Givaldo já foi, inclusive, apresentado na última reunião da Executiva estadual do PSB, na segunda-feira (08), e elogiado pelos futuros correligionários.

FIM DAS COLIGAÇÕES E CLÁUSULA DE DESEMPENHO IMPULSIONAM DISPUTA NA CÂMARA

Buscando a sobrevivência no Congresso para garantir recursos do fundo partidário e tempo de TV, as direções nacionais dos partidos pressionam os diretórios estaduais a montar chapas fortes para eleger o máximo possível de deputados federais. Em 2022, os partidos que não elegerem, em todo o país, ao menos 11 deputados federais (2% da Câmara) vão ser penalizados pelo dispositivo. Eles ficam, por exemplo, sem acesso a verbas do fundo partidário e sem tempo de propaganda na TV.
Além disso, está previsto para o próximo ano o fim das coligações na montagem de chapas para eleger deputados federais e estaduais, como aconteceu durante as eleições de 2020, com os candidatos a vereador. Assim, cada partido terá que contar com os votos recebidos apenas pelos próprios filiados para atingir o quociente eleitoral ou conseguir uma cadeira pela sobra de vagas. Não pode mais se unir a outras siglas.
Assim, os partidos devem bater recorde de candidatos em 2022, como ocorreu em 2020, no pleito municipal. O objetivo dessa estratégia é alcançar o máximo de votos possível, em diferentes setores da sociedade e em regiões distintas. Cada sigla pode lançar 60 nomes para a disputa de deputado estadual e 20 para deputado federal. A intenção dos maiores partidos do Estado, é lançar chapas cheias, ou seja, com o máximo de candidatos permitido.
"Temos 14 meses até abril de 2022 (prazo de filiação para candidatos nas eleições) para termos um desenho mais definitivo de como chegaremos à eleição", afirma Lelo Coimbra.
Além de nomes já conhecidos dos eleitores, como ex-prefeitos e ex-parlamentares, as siglas também devem apostar em novas lideranças, como destaca o presidente do PSB no Espírito Santo, Alberto Gavini.
"Temos um caminho longo pela frente, mas a hora de começar a percorrer é agora. Nosso partido tem buscado trazer jovens e aumentar a presença feminina na política. Não só pensando nesta eleição, mas em pleitos futuros também. A eleição municipal acabou há alguns meses, mas não há descanso, temos muito trabalho neste ano", afirmou.

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