Duas semanas depois do começo da desmobilização do acampamento bolsonarista em frente ao 38° Batalhão de Infantaria do Exército na Prainha, em Vila Velha, a prefeitura fez os cálculos de qual será o custo de limpeza e replantio do gramado de 6 mil metros quadrados do parque da Prainha, que ficou destruído após a permanência de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro no local por cerca de dois meses, por não aceitarem o resultado das eleições.
Segundo a prefeitura de Vila Velha, os serviços e despesas durante a limpeza do Parque da Prainha, após desmobilização das manifestações, tiveram custo estimado de R$ 110 mil entre valores que já foram gastos e outros que serão necessários para limpeza completa, processamento, pesagem e destinação correta dos resíduos removidos do local e que foram deixados pelos manifestantes.
Nesse montante, porém, ainda estão os recursos necessários para recuperação da área gramada do parque, que foi criticamente impactada.
Prefeitura vai gastar R$ 110 mil para recuperar Prainha após acampamento bolsonarista
O valor inclui as duas limpezas que foram realizadas pela prefeitura no local. A primeira foi em 3 de janeiro, após a saída de parte do acampanhamento no gramado da Prainha depois da posse do presidente Lula. Nesse dia, o trabalho consistiu na retirada de paletes, madeira, barraca e limpeza de toda a área, o que exigiu muitas viagens de caminhões para transportar o material.
Na semana seguinte, no dia 9 de janeiro, o restante que permanecia na região na frente do portão do quartel teve a saída determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, um dia depois dos atos golpistas em Brasília.
Boa parte saiu de forma pacífica, mas dois homens chegaram a ser presos após questionarem o trabalho de retirada dos manifestantes pela polícia.
Todas essas informações estão em um relatório que foi encaminhado ao Ministério Público do Espírito Santo (MPES), como exigido pelo órgão ministerial. Todo o material processado, pesado e a forma de destinação foi documentado e encaminhado ao Ministério Público.
Em novembro, o MPES tinha orientado a prefeitura a tomar medidas em relação aos impactos do protesto no sítio histórico. A solicitação foi feita por meio de uma notificação recomendatória com alguns pedidos como tomar providências para desobstruir vias públicas e calçadas e ainda coibir o estacionamento irregular de veículos em vias públicas, bem como adotar providências para coibir a prática de poluição sonora.
Requalificação da Prainha
A prefeitura informou ainda que neste domingo (22), às 19h, o prefeito Arnaldinho Borgo apresentará o projeto de requalificação do Parque da Prainha, que se tornará monumento histórico, cultural, turístico e social.
O evento será aberto ao público e tem como objetivo valorizar o espaço como marco zero do descobrimento do Espírito Santo, colocando a cidade de Vila Velha no roteiro nacional de grandes eventos e como destino turístico.