Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

"Solidariedade"

Presidente da OAB sai em defesa de Majeski, alvo do chefe do MPES

O teor de uma entrevista do deputado à TV Gazeta levou o procurador-geral de Justiça, Eder Pontes, a procurar o Poder Judiciário em busca de explicações do parlamentar

Publicado em 04 de Setembro de 2019 às 13:56

Vinícius Valfré

Publicado em 

04 set 2019 às 13:56
José Carlos Rizk Filho, presidente da OAB-ES - 27/10/2015 Crédito: Edson Chagas
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Espírito Santo (OAB-ES), José Carlos Rizk Filho, saiu em defesa do deputado estadual Sergio Majeski (PSB), nesta terça-feira (3). Em evento, disse que as opiniões do político são protegidas pelo princípio da imunidade parlamentar e que "não seria presidente de Ordem" se não pensasse dessa maneira.
Paralelamente, há uma denúncia contra o deputado na Corregedoria da Assembleia que alega quebra de decoro. As alegações do denunciante são mantidas em segredo.
Rizk fez a declaração durante debate sobre Democracia e Justiça, realizado na noite de terça, no Centro de Vitória. Majeski era um dos debatedores ao lado, ainda, do vereador da Capital Roberto Martins.
"Quero aqui registrar minha solidariedade à Vossa Excelência. É seu direito a liberdade de fala, de opinião, de declaração. Se um deputado não puder falar o que pensa, eu fecho a porta e vou para casa, disse o presidente da OAB-ES, antes de prosseguir:
Se Vossa Excelência não puder falar o que além de pensar, no aspecto pessoal, pensa em razão do mandato para o qual foi eleito, tem legitimidade e representação... Eu não poderia ser presidente de Ordem se eu sentasse à mesa e não falasse isso para o senhor, independentemente de mérito, mas (com relação) à questão da imunidade da fala
José Carlos Rizk Filho, presidente da OAB-ES
Majeski foi notificado sobre o pedido de explicações no último dia 26 de agosto. Segundo o documento, o procurador-geral afirma que, durante a entrevista, o deputado relatou que a aprovação de projetos do Ministério Público Estadual (MPES) pela Assembleia teria sido "fruto de tráfico de influência, conluio e corrupção entre membros do Ministério Público e deputados estaduais".
"PAUTA-BOMBA"
Na entrevista à TV Gazeta, Majeski afirmou que a criação dos cargos era uma "pauta-bomba" que entrou na pauta sem discussão, às vésperas do recesso no Legislativo.
Além da solicitação legislativa para criar 307 cargos comissionados, os projetos também buscavam instituir um 13° do auxílio-alimentação para servidores do MPES.
Questionado, ainda na entrevista, sobre o que poderia explicar a Assembleia dar aval a isso, Majeski respondeu: "Há uma relação altamente promíscua entre instituições públicas, Poderes etc. Quando um projeto desse chega aqui (na Assembleia) e todo mundo sabe que vai causar polêmica é porque já estava tudo combinado com alguém para esse projeto ser votado".
"E aí parece-me que há uma troca de gentilezas. A Assembleia acata ali um pedido, amanhã ou depois o Ministério Público acata um pedido da Assembleia porque só assim dá para explicar isso", complementou.
A resposta ao pedido de explicações, formalizado por meio de uma interpelação judicial, é facultativa. O deputado não é obrigado a responder. O procurador-geral, contudo, pode decidir processar o político, independentemente da resposta.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Apple entra em 'nova era' com troca de comando após 15 anos
Hospital Santa Rita
Governo do ES abre 34 novos leitos oncológicos pelo SUS no Hospital Santa Rita
Tadeu Schmidt entrou na casa do BBB 26
Tadeu Schmidt entra na casa do BBB 26 e emociona finalistas

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados