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Atos antidemocráticos

Preso no ES é suspeito de lavar dinheiro para bancar fake news em site

Jackson Rangel é suspeito de participar de um esquema de lavagem de dinheiro para publicações de fake news. Investigação já vinha sendo realizada pelo MP há pelo menos dois anos

Publicado em 17 de Dezembro de 2022 às 08:48

Leticia Orlandi

Publicado em 

17 dez 2022 às 08:48
Jackson Rangel é investigado pelo MPES há pelo menos dois anos
Jackson Rangel é investigado pelo MPES há pelo menos dois anos Crédito: Reprodução/YouTube
Preso no ES é suspeito de lavar dinheiro para bancar fake news em site
Um dos presos na megaoperação da Polícia Federal no Espírito Santo a partir de decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre atos antidemocráticos, é suspeito de lavar dinheiro para bancar fake news em um site sediado em Cachoeiro de Itapemirim.
Quatro pessoas tiveram a prisão decretada – sendo que duas já foram cumpridas até agora. Eles são denunciados por quatro crimes: contra a honra, incitação ao crime, tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
Dono do site de Cachoeiro, o jornalista Jackson Rangel está preso em Viana. Ele é suspeito de participar de um esquema de lavagem de dinheiro para publicações de fake news no seu site, "Folha do ES". A investigação já vinha sendo realizada pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES) há pelo menos dois anos.
O inquérito apresentado pelo MPES aponta indícios de envolvimento de Rangel em esquemas de lavagem de dinheiro e publicações de fake news. A Procuradoria apresentou lista contendo 30 processos que tramitam no Poder Judiciário que envolvem Jackson Rangel Vieira, todos a respeito de publicações de fake news no site.
A decisão do STF aponta informações passadas pelo MPES sobre o crime de lavagem de dinheiro e detalha que a apuração se deu originalmente quando os investigadores se depararam com indícios de que Jackson Rangel “se utiliza de interpostas pessoas físicas e jurídicas para a sua empreitada criminosa constituindo empresas em nomes de 'laranjas', como um braço financeiro da operação”.
Ao detalhar o suposto esquema, o MPES aponta que sobressaem evidências de que o jornalista tenha constituído duas empresas usando nomes de Matheus Passos e Adilson Alves dos Santos com apoio técnico do contador Danildo de Oliveira. Todos eles também foram alvos de busca e apreensão pela ação da PF.
Segundo a apuração do MPES, o intuito era dar continuidade às práticas criminosas descortinadas pela Operação Yellow Press, de 2020. O esquema se baseava na criação de diversas pessoas jurídicas para recebimento de proventos obtidos em contratos de publicidade referentes às publicações no site.
“A indústria rentável de fake news arquitetada por Jackson Rangel, curiosamente não lhe rendeu nenhum patrimônio, como ele mesmo confessou junto ao Gaeco-Sul/MPES. Para tanto, há indícios de que ele tenha se utilizado da sociedade empresária M.S. Passos - Comunicação para ocultar patrimônio”, diz o MPES na petição apresentada ao STF.
Alexandre de Moraes considerou na sua decisão que as publicações de Jackson Rangel Vieira não se tratam de fatos isolados, verificando-se um extenso histórico de abusos no exercício da liberdade de imprensa e de expressão, com ataques a diversas outras instituições, segundo detalhou o ministro.
“Os documentos apontam não só o alinhamento discursivo e ideológico de todos os envolvidos, mas, principalmente, o status do jornalista Jackson Rangel Vieira como ponta do vértice que conecta toda a milícia digital, funcionando o periódico do qual é sócio tanto como veículo propulsor das fake news atentatórias ao Estado Democrático de Direito quanto como instrumento que viabiliza o auferimento de vantagem financeira pela associação criminosa, em especial mediante lavagem de valores, levada a efeito mediante pagamentos perpetrados por interpostas empresas”, diz a decisão de Moraes ao citar a petição do MPES.

Envolvimento de advogados

No inquérito apresentado ao Supremo, há ainda indícios de que um dos alvos de busca e apreensão, o advogado Gabriel Quintão Coimbra é apontado pela investigação do MPES como uma espécie de ghost writer do site Folha do ES, abastecendo o jornalista com conteúdo dedicado a desestabilizar e atacar as instituições democráticas e disseminando fake news.
“O vínculo descortinado se reforça ainda mais diante verificação de que Jackson Rangel é patrocinado por Vanessa Moreira Vargas, advogada no escritório de advocacia Gabriel Quintão Coimbra & Advogados, nas inúmeras ações criminais e cíveis, descritas anteriormente, movidas contra Jackson Rangel majoritariamente por autoridades das mais diversas esferas de atuação e instituições democráticas (Ministério Público, Poder Judiciário, Legislativo e Executivo), em razão das práticas de denunciação caluniosa, difamação, calúnia e injúria pelo "jornalista" no âmbito da Folha do ES”, cita a decisão.

Outro lado

A defesa do jornalista Jackson Rangel bem como do seu advogado Gabriel Coimbra está sendo procurada desde quinta-feira (15). Assim que tiver retorno a reportagem será atualizada.
A Gazeta não conseguiu contato com as defesas de Matheus Passos, Adilson Alves dos Santos e Danildo de Oliveira.

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