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Mas quem?

PSL pode ter candidato ao governo do ES em 2022

Presidente estadual da legenda e aliado do governador Casagrande, o deputado Alexandre Quintino diz que o PSL estadual vai para o palanque que a Executiva nacional decidir

Publicado em 19 de Agosto de 2021 às 10:33

Letícia Gonçalves

Publicado em 

19 ago 2021 às 10:33
Vista do Palácio Anchieta. Cidade Alta, Vitória. Sede do Governo Estadual.
Palácio Anchieta, sede do governo estadual. Em 2022, cargo de governador vai estar em disputa Crédito: Rodrigo Gavini
Em 2018, o então deputado federal Carlos Manato disputou o governo do Espírito Santo, filiado ao PSL com a autodenominação de kamikaze de Bolsonaro. O agora ex-parlamentar não chegou ao segundo turno, está na planície, sem cargo e fora do partido. O próprio PSL já não mergulha de cabeça no bolsonarismo e, no Estado, é aliado do governador Renato Casagrande (PSB).
Até as eleições de 2022, no entanto, muita coisa pode mudar. Presidente do PSL estadual, o deputado Coronel Alexandre Quintino, que cumpre o primeiro mandato na Assembleia Legislativa, diz que a sigla pode lançar, mais uma vez, um nome ao Palácio Anchieta disputando contra Casagrande. A depender dos desígnios da direção nacional. 
Questionado se isso sinaliza um rompimento da legenda com o atual governador, Quintino de pronto responde: "Não". Parece contraditório, mas o deputado contemporiza: "É romper com o governador ou é o PSL ter o projeto de buscar um nome? Isso não é romper com o governador. Eu fui candidato (em 2018) pelo PSL, votei no candidato do partido, na época (Manato) e nem por isso rompi com o governador".
Quintino integra a base de apoio ao socialista na Assembleia e ocupa o estratégico posto de 2º secretário da Mesa Diretora. Chegou lá com o apoio do governo.
Ele diz que uma eventual candidatura à chefia do Executivo estadual deve ocorrer se houver uma ordem do presidente nacional do PSL, Luciano Bivar: "O PSL vai caminhar para onde a nacional mandar. Sou um soldado do PSL nacional".
O PSL é cobiçado pelo tempo de propaganda de TV e rádio e pelo valor do fundo eleitoral que deve receber. A distribuição desses benefícios é calculada de acordo com o número de deputados federais e senadores da sigla e o PSL tem uma das maiores bancadas na Câmara, assim como o PT.
Casagrande, claro, gostaria que a aliança na aprovação de projetos e articulação na Assembleia se estendesse à formação da chapa que vai às urnas no ano que vem.
Mas Quintino diz que segue esperando Godot, ou melhor, Bivar.
Uma coisa é certa: o PSL estadual tem o objetivo de eleger ao menos um deputado federal, lançar um nome ao Senado e ainda montar uma chapa competitiva em busca de cadeiras na Assembleia. O próprio Quintino é pré-candidato à reeleição.

MAS QUEM?

Para atingir os objetivos, precisa atrair nomes que estão em outras legendas. Quem seria, por exemplo, candidato ao governo do Estado pelo partido?
Quintino prefere não declinar nomes.
A reportagem apurou, no entanto, que não há, no horizonte, um nome forte para encabeçar uma chapa ao governo. O PSL gostaria de atrair o deputado federal Da Vitória, que hoje está no Cidadania, para que este dispute o Senado. O parlamentar, porém, já é sondado pelo PP e por outras legendas.
Com o tempo de TV e o dinheiro do fundo como isca, o PSL é atrativo. Quer filiar deputados estaduais e candidatos que não conseguiram se eleger em 2018, mas alcançaram boa votação, como o médico Gustavo Peixoto, que tentou uma vaga na Câmara Federal pelo PTB e recebeu 37.409 votos.

POR QUE TER CANDIDATO AO GOVERNO?

O secretário-geral do PSL no Estado, Amarildo Lovato, diz que assim como o partido espera uma decisão de Bivar, o presidente nacional da legenda aguarda a definição do Congresso Nacional a respeito das regras da eleição do ano que vem. A Câmara aprovou a volta das coligações partidárias para a eleição de parlamentares. O Senado já sinalizou que vai barrar o retrocesso. A ver.
"Estive com Bivar na semana passada. Ele disse para a gente aguardar, não fazer compromisso com ninguém", afirmou Amarildo.
Ou seja, sem compromisso até mesmo com Casagrande. Amarildo Lovato ocupa um cargo comissionado no governo, é diretor da Agência de Desenvolvimento das Micro e Pequenas Empresas e do Empreendedorismo (Aderes), com salário bruto de R$ 8.472,40.
Em 2020, ele disputou a Prefeitura de Vila Velha, ancorado na imagem de Bolsonaro.Recebeu 7.606 votos (3,75%).
O fato é que a prioridade para o PSL é eleger deputados federais. É isso que garante Amarildo.
"Claro que se eu estiver no governo vou estar com o Renato. Eu, Amarildo. Mas às vezes vem decisão da nacional. O Bivar deixou claro que quer eleger deputado federal. E candidatura própria ao governo poderia ajudar nisso. Ele (Bivar) não se preocupa com senador e deputado estadual. É governador e deputado federal que ele quer", afirmou.
A bancada de deputados federais, frise-se, é o que garante fatia considerável do fundo eleitoral e o tempo de TV e rádio. Hoje, boa parte dos deputados do PSL compõe a base de Bolsonaro na Câmara, mas o presidente da República, egresso da legenda, não comanda a sigla.
Soraya Manato é a única deputada federal do Espírito Santo pelo partido. Mas a saída dela da legenda é dada como certa. Deve migrar para onde Carlos Manato, o marido, for. E Manato vai para onde Bolsonaro for. O ex-deputado é pré-candidato ao governo, mesmo ainda sem partido.
O lançamento de um candidato ao Palácio Anchieta poderia ajudar a puxar votos para os que disputam vagas de deputado federal. Além disso, se for um nome competitivo, ainda que não tome posse em 1º de janeiro, pode aumentar o cacife do PSL para negociar espaços (leia-se cargos e influência) no governo do vencedor, seja ele qual for.

A CABEÇA DO ELEITOR

O eleitor pode se perguntar: "Ué, o PSL era o partido do Bolsonaro e do Manato, tem bolsonaristas filiados, mas apoia Casagrande (que critica Bolsonaro) e pode disputar o governo ano que vem contra Casagrande e contra Manato. Como assim?"
É isso mesmo, eleitor ou eleitora. O mundo dá voltas (e é redondo). Basta lembrar que um dos maiores expoentes do bolsonarismo no Espírito Santo, o deputado estadual Capitão Assumção (Patriota) já foi filiado ao PSB de Casagrande e até ocupou cargos comissionados na primeira gestão do socialista (2011-2014).

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