Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Racismo no futebol

Psol e PT vão acionar STF por fala de Magno Malta sobre caso Vini Jr

Líderes dos partidos no Congresso afirmam que vão entrar com representação no conselho de ética do Senado e com queixa-crime no Supremo Tribunal Federal
Agência Brasil

Publicado em 

24 mai 2023 às 09:29

Publicado em 24 de Maio de 2023 às 09:29

A polêmica fala do senador Magno Malta (PL-ES) sobre o caso de racismo contra o jogador Vinícius Junior do Real Madri causou revolta em alguns partidos, que prometem entrar com representação no Conselho de Ética do Senado e com uma notícia-crime no Supremo Tribunal Federal (STF). O fato aconteceu na reunião da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), na tarde da última terça-feira (23).
Líder do PT no Senado, o parlamentar pelo Espírito Santo Fabiano Contarato afirmou em nota divulgada à imprensa que vai apresentar ao Supremo a abertura de inquérito por injúria racial, chamando as declarações de Malta de racistas.
"Durante seu comentário, Malta fez diversas declarações injuriosas, incluindo uma pergunta sobre 'onde estariam os defensores da causa animal que não defendem o macaco?", fazendo uma comparação notoriamente utilizada em falas racistas', disse em Contarato, em nota, ao acrescentar ainda:
"Como pai de duas crianças negras, não posso ignorar o que testemunhei, mesmo que essa fosse a opção mais fácil. O Judiciário precisa demonstrar seu compromisso no combate ao racismo, punindo com maior rigor aqueles que, amparados pelo poder de seus cargos públicos, sentem-se à vontade para discriminar impunemente o povo negro em plena luz do dia"
Fabiano Contarato - Senador
Psol afirmou, na tarde desta segunda-feira (23), que entrará com uma representação contra o senador Magno Malta (PL-ES) no Conselho de Ética do Senado e também com uma notícia-crime junto ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Pelas redes sociais, o líder do Psol na Câmara, Guilherme Boulos, confirmou que vai representar contra o senador. "É uma vergonha que um sujeito desse represente o povo brasileiro. Uma amostra do nível da oposição bolsonarista que o Psol enfrenta todos os dias no Congresso."

MALTA SE DEFENDE

No plenário do Senado, durante a sessão conduzida horas depois da reunião na CAE, Magno Malta se defendeu das acusações de racismo e falou que estavam interpretando a fala dele de forma equivocada. "Racismo é nefasto, é criminoso. Essa é a minha posição."
Na reunião do CAE, o senador fez um contraponto às manifestações de apoio ao jogador e questionou a ausência de defensores dos macacos, a quem o atacante brasileiro foi comparado pela torcida do time adversário, o Valencia.
Segundo o parlamentar, as matérias de repercussão do fato estão "revitimizando" o atleta, porque o assunto "dá Ibope pra ganhar mais patrocinador". Vini Jr seria um "instrumento para esses vagabundos fazerem dinheiro", disse Magno, referindo-se à imprensa.
Senador Magno Malta em novembro de 2022
Senador Magno Malta em novembro de 2022 Crédito: Roque de Sá/Agência Senado
Na última partida pelo Valencia, no domingo (21), Vinícius Jr. foi chamado de "mono" (macaco, em espanhol) por torcedores do time, desde antes de entrar no gramado. Sobre a comparação com o animal, Magno minimizou:
“Você só pode matar alguma coisa com o próprio veneno de alguma coisa, está bem? Então, é o seguinte: cadê os defensores da causa animal que não defendem o macaco? O macaco está exposto. Vejam quanta hipocrisia! E o macaco é inteligente, está bem pertinho do homem - a única diferença é o rabo. É ágil, valente, alegre; tudo o que você possa imaginar ele tem”, disse o senador.
Ele acrescentou que, no lugar de Vini Jr, entraria em campo “com uma leitoinha branca nos braços” e beijaria o animal para provar que não tem nada contra os brancos. Em seguida, afirmou que Vinicius Júnior está sendo “revitimizado”. Não é a primeira vez que o atleta sofre ataques racistas na Espanha.
Malta concluiu classificando como “uma barbaridade” o que fizeram contra o jogador e relativizou o componente racial das ofensas. “Naquilo que fizeram com ele, a gente leva tudo para a cor da pele, mas tem muita coisa envolvida ali: tem inveja, queria ser ele e não é queria driblar igual a ele e nunca conseguiu; é pai que queria ver os filhos jogarem, botou na escolinha de futebol, mas não deu em nada, zero... Aí tem inveja”.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Alecrim: 5 motivos para ter em casa a planta que ajuda a limpar as energias
Imagem de destaque
Bloqueio de Trump ao Irã é uma aposta arriscada. Vai funcionar?
Imagem de destaque
Quem é Alexandre Ramagem, delegado da PF e ex-deputado federal preso nos EUA

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados