As áreas que apresentam os problemas de maior gravidade na
Serra, de acordo com a própria população do município, são a saúde e a segurança pública. É o que mostra a pesquisa eleitoral Ipec, contratada pela
Rede Gazeta e divulgada na segunda-feira (2). Os problemas na saúde foram citados por 70% dos entrevistados pelo levantamento, enquanto 49% reclamam da segurança.
Os dados apontam que os eleitores da Serra também se preocupam com a educação: os problemas na área foram citados por 31% dos entrevistados. Em seguida, aparecem as dificuldades enfrentadas no transporte coletivo (18%), no trânsito (16%), em impostos e taxas (14%) e na geração de empregos (13%).
Aos entrevistados – foram 600 pessoas consultadas entre 30 de agosto e 1º de setembro –, foi apresentada uma lista com 20 itens para a realização do levantamento. Desses, os eleitores poderiam escolher até três como problemas mais graves na cidade.
As dificuldades na saúde foram mencionadas principalmente por aqueles que recebem entre 1 e 2 salários mínimos (de R$ 1.412 a R$ 2.824): dos entrevistados dessa parcela da população, 73% se preocupam com a área. Já a segurança pública foi citada por 49% deles.
Entre os mais ricos – que recebem mais de 5 salários mínimos (ou R$ 7.060) –, a saúde foi citada por 59%, enquanto a segurança, por 55%.
A educação também é mais preocupante para os mais pobres. Os problemas educacionais foram citados por 36% das pessoas que recebem até 1 salário mínimo (ou R$ 1.412), enquanto 18% dos mais ricos mencionaram a área.
As áreas que vêm enfrentando menos problemas, de acordo com a pesquisa, são: administração pública, citada por apenas 5% dos entrevistados; habitação, 4%; opções de lazer, 4%; atividades esportivas, 3%; iluminação pública, 3%; e atividades culturais, 2%.
Quando questionados sobre o maior problema do município – nesse caso, podendo escolher somente uma opção –, 43% dos entrevistados responderam que é a saúde e 16%, a segurança. O transporte coletivo foi citado por 7% e, em seguida, aparece o trânsito, com 5%. Neste cenário, a educação foi citada como crítica por 4% dos eleitores.