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Veja os cotados

Senado: corrida para a única vaga no ES nas eleições de 2022 já começou

Ao menos 13 políticos são cotados para a disputa, incluindo ex-senadores, ex-prefeitos e até um ex-governador. Tendência é que nomes conhecidos pelo eleitor larguem na frente
Rafael Silva

Publicado em 

08 jun 2021 às 02:00

Publicado em 08 de Junho de 2021 às 02:00

No alto, da esquerda para a direita: Célia Tavares, Da Vitória, Amaro Neto, Neto Barros, Namy Chequer, Audifax Barcelos, Danilo Juffo. Em baixo: Magno Malta, Paulo Hartung, Ricardo Ferraço, Rose de Freitas, Luciano Rezende e Sergio Meneguelli.
No alto, da esquerda para a direita: Célia Tavares, Da Vitória, Amaro Neto, Neto Barros, Namy Chequer, Audifax Barcelos, Danilo Juffo. Em baixo: Magno Malta, Paulo Hartung, Ricardo Ferraço, Rose de Freitas, Luciano Rezende e Sergio Meneguelli. Crédito: Arquivo AG
Faltando pouco mais de um ano para as eleições de 2022, os partidos no Estado já se movimentam para definir os candidatos no próximo pleito. Ao Senado, que abrirá somente uma vaga no ano que vem, já há ao menos 13 nomes cotados para disputar a cadeira que hoje pertence à senadora Rose de Freitas (MDB).
Ainda que haja alguns pretendentes para o cargo, a previsão no meio político é que a disputa seja mais acirrada e com menos candidatos que em 2018. Na última eleição, que elegeu Fabiano Contarato (Rede) e Marcos do Val (na época no Cidadania, hoje no Podemos), havia 11 nomes nas urnas em busca das cadeiras.
Entre atuais possíveis candidatos, quatro já foram senadores: Ricardo Ferraço (DEM), eleito em 2010; Magno Malta (PL), eleito em 2010; Rose de Freitas (MDB), eleita em 2014 e que deve disputar a reeleição; além do ex-governador Paulo Hartung (sem partido), que foi senador pelo PSB em 1999.
No meio político, há grande expectativa em torno da possível candidatura de Hartung ao Senado. Procurado pela reportagem, ele não quis se manifestar sobre a possibilidade, mas sua presença é um movimento aguardado por muitos atores políticos, que já o colocam em pesquisas internas de intenção de votos.
Essa alternativa ganhou mais força após o apresentador Luciano Huck renovar seu contrato com a Rede Globo, praticamente enterrando a possibilidade de se candidatar a presidente da República. O raciocínio é que Hartung, que é uma espécie de mentor político de Huck, ficando fora da disputa nacional, tende a buscar uma vaga no Senado.
"Se isso acontecer, tem muita gente que está colocada que vai retirar sua candidatura. Tem muitos partidos aliados a Hartung aqui no Estado, que vão preferir apoiá-lo a disputar contra ele. É um movimento que está em aberto e muitos estão esperando essa definição para se lançar", afirma, reservadamente, um dos candidatos cotados para o cargo.
Derrotados em 2018, Magno Malta e Ricardo Ferraço também são apostas para a disputa do próximo ano. Magno já tem apoio de grupos bolsonaristas no Estado, inclusive do PTB, partido que hoje é dirigido pelo Subtenente Assis, que foi candidato ao Senado em 2018.
Já Ferraço, recém-filiado ao DEM, é um nome cotado para o governo do Estado, mas, por ser aliado do atual governador, Renato Casagrande (PSB), há quem o projete como candidato governista ao Senado. O DEM ainda não definiu como vai se posicionar.
Rose de Freitas diz que ainda não decidiu se vai tentar a reeleição, mas garante que, se for participar do pleito, será para tentar se eleger senadora novamente. Seu maior trunfo é o apoio de muitos prefeitos do interior, que a consideram uma senadora “municipalista”, ou seja, que viabiliza recursos federais para municípios pequenos.
Contra ela, pesam a derrota sofrida em 2018, quando se candidatou ao governo do Estado, e a Operação Corsários, da PF, que investiga indícios de corrupção na Codesa e teve a parlamentar como um dos alvos.

EX-PREFEITOS E DEPUTADOS DE OLHO NO SENADO

Além dos quatro ex-senadores, também são cotados cinco ex-prefeitos que terminaram mandatos em 2020: Luciano Rezende (Cidadania), que governou Vitória; Audifax Barcelos (Rede), que comandou a Serra; Sergio Meneguelli (Republicanos), que estava à frente de Colatina; Gilson Daniel (Podemos), de Viana; e Neto Barros (PCdoB), que foi prefeito de Baixo Guandu.
Desses, apenas Meneguelli afirma categoricamente que é "candidatíssimo" ao Senado. No entanto, ele afirma que, apesar de ter o aval do Republicanos, ainda depende da articulação até o pleito para se viabilizar. Antes simpatizante de se candidatar a uma cadeira na Assembleia Legislativa, Meneguelli, hoje, rejeita completamente essa possibilidade.
"No que depender de mim, vou lutar até o fim para ser candidato ao Senado. É algo que tenho sonhado e ficarei muito decepcionado se não conseguir sair para a disputa. Tive uma sinalização muito boa do partido, que apoia tanto nacionalmente, quanto estadualmente que eu me candidate. Mas é preciso aguardar as convenções, mudanças sempre podem acontecer. Se não puder me candidatar ao Senado, não serei candidato a nada", explica.
Outro que aparece como uma possibilidade no Republicanos é o deputado federal Amaro Neto (Republicanos). Em 2018, ele estava pronto para a campanha ao Senado, mas, por um pedido do diretório nacional, “desceu” para se candidatar a uma vaga na Câmara. Apesar de ter sido o mais votado no Espírito Santo para o cargo em 2018, ele é tratado internamente pelo partido como "plano B" para a candidatura a senador.
Já Luciano Rezende aparece como uma das possibilidades apontadas pelo Cidadania. Ao lado dele, nesta disputa interna, está o deputado federal Josias da Vitória (Cidadania). No entanto, hoje se aproximando mais do presidente Jair Bolsonaro, o parlamentar pode estar de malas prontas para sair do partido. Ele já recebeu convites do PP, do PSDB, do PL e do DEM.
"Essa possibilidade depende de uma convergência de lideranças, mas temos até abril de 2021 para amadurecer essa decisão", afirma Da Vitória.
Audifax Barcelos é, além do Senado, um dos nomes cotados para a disputa no governo do Estado. Nos últimos meses, ele tem se aproximado do prefeito de Linhares, Guerino Zanon (MDB). Eles podem compor chapa para concorrer contra Casagrande. A depender da articulação até o início da campanha, uma disputa ao Senado não é descartada.
Situação mais indefinida vive o PCdoB, em que tanto Neto Barros como o ex-presidente da Câmara de Vitória Namy Chequer são possibilidades para o cargo. O partido, hoje aliado a Casagrande, tem como prioridade apoiar a chapa do PSB.
Partido com mais filiados no Espírito Santo e que mais elegeu prefeitos (13) em 2020, o PSB não deve disputar o Senado em 2022. Segundo o presidente do partido no Estado, Alberto Gavini, a prioridade é compor com outras siglas que apoiem a reeleição de Casagrande.
"Não há nada definido. Temos alguns nomes que podemos colocar na disputa ao Senado, mas o nosso foco é montar uma boa chapa de candidatos a deputado federal e trabalhar pela reeleição de Casagrande. A tendência é apoiar candidatos de outros partidos aliados ao governador para o cargo", aponta.
Nesse cenário, um dos nomes que ganham força é o do ex-prefeito Gilson Daniel, que atualmente é secretário de Governo de Casagrande. No entanto, uma eleição para o cargo de deputado federal parece ser o movimento mais provável. Da Vitória, que mantém boa relação com o governador, também pode ser um candidato apoiado pelo Palácio.
Já o PT – que hoje está no governo estadual, mas deve se distanciar em 2022 – também estuda ter candidatura própria ao Senado. O partido pode repetir a aposta em Célia Tavares (PT), ex-secretária de Educação de Cariacica, que foi candidata ao Senado em 2018. Célia ganhou capital político em 2020 ao chegar no segundo turno das eleições para a Prefeitura de Cariacica.
Próxima dos grupos da deputada estadual Iriny Lopes (PT), que deve tentar a reeleição na Assembleia, e do deputado federal Helder Salomão (PT), que deve buscar mais quatro anos na Câmara, Célia provavelmente vai evitar disputar internamente com os dois aliados, o que reforça a possibilidade de tentar o Senado.
Entre os partidos menores, o DC já tem como pré-candidato para o cargo o advogado Danilo Juffo, que foi presidente da sigla.
Procurados, os partidos PDT, PSOL, Patriota e Novo responderam que vão ter candidatos ao Senado, mas que ainda não há nenhum filiado cotado para disputar a vaga.

ELEIÇÃO MAIS APERTADA

O provável número menor de candidatos em 2022, comparando a 2018, tem como um dos fatores a preocupação dos partidos com a cláusula de barreira. Como cargos na Câmara dos Deputados são decisivos para a sobrevivência das siglas, os diretórios têm priorizado que as maiores lideranças em cada Estado disputem os cargos de deputados federais, para puxar votos e aumentar a cota de cada partido.
Historicamente, segundo o cientista político Fernando Pignaton, eleições para o Senado em que só há um cargo em disputa, costumam favorecer candidatos já consolidados. Dificilmente, nomes de políticos de primeira eleição, como Contarato e Do Val, se elegem quando a briga é para uma única vaga.
“É uma eleição totalmente diferente. Quando há duas vagas, há candidatos que tentam fazer a ‘dobradinha’, se aliando a adversários, além de ter uma flexibilidade maior com o governador para se articularem. Já com uma vaga só, não dá muito espaço para alguém surgir no meio do processo eleitoral. Quem tem um nome já consolidado, que já foi testado em outros cargos, acaba largando na frente”, explica.

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