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Episódio da blitz

Transparência Capixaba vai acionar Ministério Público contra deputado do ES

ONG diz que viu indícios de improbidade administrativa no episódio que Lucas Polese foi parado em blitz. Pedido é que o MP investigue e tome providências caso alguma irregularidade seja encontrada

Publicado em 09 de Maio de 2023 às 16:26

Natalia Bourguignon

Publicado em 

09 mai 2023 às 16:26
Lucas Polese
Lucas Polese, deputado estadual eleito pelo PL Crédito: Carlos Alberto Silva
A Transparência Capixaba vai representar contra o deputado estadual Lucas Polese (PL) no Ministério Público do Espírito Santo (MPES). A ONG afirma que viu indícios de cometimento de improbidade administrativa por parte do parlamentar no episódio em que ele foi parado em uma blitz da Lei Seca com o carro oficial da Assembleia Legislativa na madrugada de sábado (6) e se recusou a fazer o teste do bafômetro.
Polese afirmou em nota que estava em agenda diplomática relativa ao mandato antes de ser parado pela Polícia Militar na blitz na Praia do Canto, em Vitória.  Segundo postagens feitas no Instagram pelo próprio parlamentar, ele estava em um restaurante com o embaixador do Azerbaijão, Rashad Novruz, na noite em que foi abordado. A Transparência pede que o MP investigue quem bancou o jantar e se o deputado ingeriu bebida alcoólica antes de dirigir o carro oficial.
Polese se recusou a fazer o teste do bafômetro, o que é um direito de todo o cidadão. Contudo, o registro da ocorrência feita pela polícia diz que ele apresentava "odor etílico".
Em nota enviada nesta segunda-feira (8), o deputado disse que foi orientado pela assessoria jurídica de seu gabinete a não se submeter ao teste. Ele não diz na nota se bebeu ou não antes de dirigir o carro oficial.
Por não soprar o bafômetro, o parlamentar cometeu infração gravíssima, foi multado em R$ 2,9 mil e terá o direito de dirigir suspenso por um ano. Caso seja comprovado na investigação do Ministério Público que ele ingeriu bebida alcoólica naquela noite e depois pegou o volante, pode ser configurado crime de trânsito.

Outros pedidos

Além da investigação do Ministério Público sobre a conduta do deputado naquela noite, a Transparência Capixaba também vai pedir que a Assembleia volte a discutir a necessidade de identificação dos carros oficiais. Atualmente, os veículos não tem placas diferenciadas, nem adesivos que o identifiquem como veículo a disposição do mandato dos deputados. Assim, fica difícil para um cidadão comum fazer denúncias caso o veículo seja avistado em local ou horário incompatível com seu objetivo.
Outra medida importante, segundo a ONG, é que a Casa publique com regularidade a agenda dos parlamentares e que seja exigido dos deputados que conduzem os veículos oficiais a realização do teste do bafômetro caso sejam parados em blitzes de trânsito.
É importante destacar que nem todo parlamentar dirige o carro da Assembleia. Alguns designam um servidor da equipe de gabinete para essa função. O deputado Sérgio Meneguelli, por sua vez, não faz uso do veículo oficial. 

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