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Meio Ambiente

Por que tubarão ameaçado de extinção apareceu no ES?

Espécie costuma viver na área entre o Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul; animal demora 10 anos para chegar à vida adulta e gera somente dois filhotes por vez, a cada dois anos

Publicado em 17 de Dezembro de 2023 às 12:00

Erika Carvalho

Publicado em 

17 dez 2023 às 12:00
Tubarão é encontrado em praia de Anchieta
Tubarão de espécie ameaçada de extinção morre em rede de pesca Crédito: Leitor A Gazeta
Na última quinta-feira (14) na praia Parati, em Anchieta, Sul do Espírito Santo, um tubarão que está criticamente ameaçado de extinção foi encontrado. Segundo relatos de banhistas, o animal teria ficado preso a uma rede de pesca e foi descoberto, já morto, quando a malha foi puxada para a areia . Da espécie Mangona (Carcharias taurus), o animal tem pouca incidência no litoral capixaba. Então, por que ele veio parar aqui?
Informações disponibilizadas pelo Departamento de Oceanografia da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) apontam que o tubarão pode ter vindo por três fatores:
  • Em busca de alimentos
  • Para se reproduzir 
  • Consequência das mudanças climáticas
Os animais da espécie Mangona são geralmente de grande porte e vivem em regiões costeiras. De forma geral, estão mais distribuídos  na área que compreende o Rio de Janeiro até o Rio Grande do Sul. Por estarem em extinção, não podem ser capturados.
Por isso a orientação dos especialistas para os banhistas é de que, ao ver um animal deste na água, se afastem do local; e se o bicho estiver na areia, acionar os órgãos responsáveis.
Na última semana, o engenheiro de pesca Jones Santander Neto, coordenador do Laboratório de Dinâmica de Populações Marinhas do Espírito Santo (Dimar), reforçou que a Mangona é de fato uma espécie de pouca incidência no litoral do Espírito Santo, porém, raros aparecimentos ocorrem ao longo do ano.
“É importante reforçar que, além de uma espécie ameaçada de extinção, este animal demora longos períodos para chegar à maturidade sexual (aproximadamente 10 anos), e que sua reprodução ocorre a cada dois anos, sendo gerados apenas dois novos filhotes. Dessa forma, a conservação desta espécie é de suma importância para evitar o desaparecimento dela”, informou o engenheiro, por meio de nota enviada pela Prefeitura de Anchieta.
(Com informações de Sara Oliveira e Bruna Hemerly)

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