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Água Doce do Norte

Homem que matou servidor atropelado no ES vai responder em liberdade

Motociclista foi autuado por "conduzir veículo automotor com capacidade psicomotora alterada", mas pagou fiança e foi liberado

Publicado em 06 de Março de 2025 às 19:09

Wilson Rodrigues

Publicado em 

06 mar 2025 às 19:09
Homem que matou servidor atropelado no ES vai responder em liberdade
Amadeu Corteletti, de 67 anos (à direita), morreu no local Crédito: Montagem A Gazeta
Raul Fabson de Oliveira, piloto da moto envolvida no acidente com a bicicleta onde estava o servidor público Amadeu Corteletti, de 67 anos, na noite de terça-feira (4), em Água Doce do Norte, no Noroeste do Espírito Santo, foi liberado após pagar fiança. Segundo a Polícia Civil, ele foi autuado em flagrante "por conduzir veículo automotor com capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool ou de outra substância psicoativa que determine dependência".
A Polícia Civil informou que também investiga uma agressão sofrida pelo motociclista no local do acidente, supostamente cometida por um 3º sargento da reserva da Polícia Militar, irmão da vítima.
O acidente entre a bicicleta e a moto aconteceu na saída para Vila Nelita, na zona rural do município. Amadeu Corteletti, que trabalhava como motorista na Prefeitura de Água Doce do Norte, morreu no local. O piloto da moto foi socorrido pelo Samu para o pronto atendimento (PA) no centro da cidade e, em seguida, transferido, pela Polícia Militar, para o Hospital Estadual Dr. Alceu Melgaço Filho, em Barra de São Francisco, onde permaneceu internado sob escolta.
Segundo a PM, ele não conseguiu soprar o bafômetro "pois se queixava de dores no maxilar e no peito". A corporação explicou que a escolta foi para garantir que ele fosse apresentado à delegacia, seguindo o procedimento padrão em acidentes com morte.
No boletim de ocorrência registrado pelos policiais militares de serviço naquela noite consta que o piloto da moto foi transferido de hospital algemado pelos PMs que atenderam a ocorrência, os quais justificaram a medida afirmando que seria "para proteger ele e os próprios policiais". O motociclista, que é lavrador, foi transportado no camburão da viatura. Os PMs relataram ainda na ocorrência que, "no momento da movimentação da ambulância para a viatura, o condutor (da moto) foi agredido pelo irmão da vítima com um tapa no rosto, sendo contido por populares".
Em nota, a Polícia Civil informou que o piloto da moto envolvido no acidente, conduzido à Delegacia Regional de Barra de São Francisco, "foi autuado em flagrante por conduzir veículo automotor com capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool ou de outra substância psicoativa que determine dependência e liberado para responder em liberdade, após o recolhimento da fiança arbitrada pelo delegado de plantão".
A Polícia Civil informou ainda que a Delegacia de Polícia de Água Doce do Norte vai apurar as circunstâncias do acidente e a conduta do militar da reserva. Detalhou ainda que o 'fato será comunicado à Corregedoria da Polícia Militar do Espírito Santo (PMES) para apurar o suposto envolvimento de um militar em serviço'.  
Já o Ministério Público do Espírito Santo (MPES) disse que "recebeu a comunicação da prisão em flagrante do autor do fato — liberado mediante o pagamento de fiança — e aguarda a conclusão das investigações da Polícia Civil para análise e adoção das providências necessárias".
Em contato com a reportagem de A Gazeta, a companheira do motociclista informou que o esposo está se recuperando e que a família "tem muito a dizer", mas se manifestará com detalhes em momento oportuno. Mais cedo, à reportagem, outra familiar, que pediu para não ser identificada, questionou o fato de o motociclista ter sido socorrido inicialmente por uma ambulância do Samu e, depois, no momento da transferência de hospital, ter sido levado algemado dentro do camburão de uma viatura.
Ela afirmou que Raul foi agredido por um policial militar da ativa e outro da reserva, sendo este último parente do ciclista morto. Acrescentou ainda que a família se solidariza com os familiares do servidor e buscará justiça contra os militares envolvidos nas agressões. 

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