Uma jovem de 29 anos morreu após ser arremessada da motocicleta em que estava e acabar atropelada na Rodovia das Paneleiras (antiga Reta do Aeroporto), em Goiabeiras, em Vitória, na noite deste domingo (12). De acordo com a Polícia Militar, a vítima, que não teve o nome divulgado, estava na garupa de um veículo de aplicativo.
Após a colisão, policiais chegaram ao local e foram informados por testemunhas que um motociclista que prestava serviço de corrida por aplicativo estava com uma cliente na garupa quando colidiu na traseira de um carro. A mulher foi arremessada para a pista contrária e, neste momento, acabou atropelada por outro veículo que seguia na via.
Ela chegou a receber os primeiros socorros no local, mas morreu dentro da ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu/ 192).
O condutor foi socorrido e encaminhado ao Hospital Estadual de Urgência e Emergência (HEUE), onde fez o teste do bafômetro, que deu negativo.
A Polícia Civil informou que o motorista do veículo foi encaminhado para a Delegacia Regional de Vitória, onde foi ouvido e liberado conforme previsto no Código de Trânsito Brasileiro, uma vez que ele permaneceu no local do acidente e não havia indícios de cometimento de crime que justificasse prisão em flagrante.
Passageira de moto por aplicativo morre em acidente, em Vitória
O caso seguirá sob investigação na Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito. O corpo da vítima foi encaminhado para o Departamento Médico Legal (DML) de Vitória, para ser necropsiado e liberado para os familiares.
Prefeitura diz que serviço é irregular
A Secretaria de Transportes, Trânsito e Infraestrutura Urbana de Vitória (Setran) afirmou que notificou as empresas que prestam o serviço (de moto por aplicativo) e elas responderam alegando não ser necessária a regulamentação por parte do município, que não poderia impedir seu funcionamento.
Apesar disso, a Procuradoria Municipal deu parecer comprovando que compete ao município regulamentar e fiscalizar o serviço, "que deverá ocorrer de forma segura e organizada para os usuários e os próprios motoristas das motocicletas".
A Setran disse, ainda, que sem autorização legal por parte do município — que está na fase de regulamentação da atividade — a prestação do serviço está irregular e passível de penalidades.