O trânsito na ponte Agostinho Galdino Breda, conhecida como ponte do Irajá, em Colatina, no Noroeste do Espírito Santo, está proibido para veículos pesados, mas a regra não tem sido respeitada por alguns motoristas. Flagrantes de caminhões tentando atravessar pela estrutura são frequentes e causam transtornos, como veículos que ficam presos na via.
No dia 4 de abril, mais um caso chamou atenção: um caminhão tentou passar pelo local, desrespeitou a sinalização e acabou ficando imobilizado na estrutura. A situação deixou marcas visíveis na ponte e reforçou a preocupação de quem utiliza a via.
Quem trabalha na região diz que a
situação é recorrente e gera um transtorno enorme.
Mas, não
se trata de falta de aviso. Ao longo de todo o trecho, existem
sinalizações indicando a proibição para veículos pesados, o que
falta, na prática, é o cumprimento da regra.
A nossa sinalização começa na saída da rua Leonel Ferreira, onde já temos indicação de desvio e a obrigatoriedade de conversão à esquerda para caminhões e carretas. Então qualquer caminhão que venha nessa direção vai ver que é proibido passar e já tem também indicação de por onde ele vai passar com segurança
Dário Medeiros
Chefe da Guarda Municipal de Colatina
Apesar disso, o tema divide opiniões. Alguns moradores e motoristas afirmam que a sinalização poderia ser melhorada, principalmente nos trechos anteriores à ponte, para facilitar a orientação de quem não conhece a região.
Precisa melhorar a sinalização antes do contorno para quem vem do Centro, para os motoristas conseguirem ter uma parte visual melhor e, quando chegarem no contorno, os caminhões conseguirem voltar
Vitor Matias
Barbeiro
Segundo o Chefe da Guarda municipal de Colatina, Dário Medeiros, a ponte é antiga e não foi projetada para suportar o peso de caminhões e carretas. Além do risco de danos à estrutura, o desrespeito à sinalização é considerado infração de trânsito, com multa de R$ 130 e perda de 5 pontos na carteira de habilitação.
O local conta ainda com câmeras de videomonitoramento. Quando há desrespeito às regras ou danos à estrutura, os motoristas podem ser identificados e até responsabilizados pelos prejuízos causados.