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Divergência

Defendida por Casagrande, privatização não é consenso no governo

Enquanto governador defende privatização, o secretário estadual pensa em outras formas de arrecadação do estádio

Publicado em 31 de Maio de 2019 às 21:51

Publicado em

31 mai 2019 às 21:51
Ao contrário do governador Renato Casagrande, que vê a privatização como a principal saída para viabilizar financeiramente o estádio Kleber Andrade, o secretário Júnior Abreu acredita em outra possibilidade. Para o gestor, com a finalização do estádio e os novos investimentos que serão feitos, inclusive em energia solar, o Kleber Andrade pode ficar mais viável.
Júnior Abreu ainda alerta que uma privatização poderia prejudicar ainda mais o futebol capixaba, que hoje é considerado o quarto pior do país, de acordo com o Ranking da CBF.
"Esse tipo de assunto (privatização) não está sendo debatido no momento, mas isso não significa que não possa acontecer. Primeiro temos que fazer esses investimentos no estádio e depois ver a viabilidade. Por outro lado, nós não podemos fazer a concessão de uma praça para prejudicar o futebol capixaba. Atualmente cobramos R$ 1 mil, um valor simbólico, para os nossos clubes jogarem no estádio e todo mundo sabe que isso não cobre o nosso custo. E qual empresa que cobraria apenas essa quantia para os times locais?", questionou.
O secretário complementa que o objetivo do Estado não é gerar lucro.
"A gestão pública vive de resultados, mas não podemos pensar em ter lucro. Quando o estádio foi reconstruído, foi para que o Espírito Santo tivesse uma praça que pudesse apoiar o esporte capixaba. Mas é claro, se vêm times do Rio jogar aqui, ajuda no custeio da manutenção do estádio. Mas não podemos abrir mão de fortalecer o nosso futebol e fazer com que as famílias voltem ao estádio".
Entenda nosso trabalho 
Por que fizemos esta matéria?
Na cobertura diária do futebol local, percebemos que na maioria dos jogos no Kleber Andrade o público é muito baixo. Assim, decidimos levantar os gastos e as receitas do governo com o estádio e constatamos que os números são decepcionantes. A praça esportiva não consegue se manter e ainda consome muito do dinheiro público.
Como apuramos as informações?
Verificamos os boletins financeiros de todos os jogos realizados no estádio desde 2014 e contamos com dados fornecidos via Lei de Acesso à Informação. Esses números embasaram todas as nossas análises.
O que fizemos para garantir o equilíbrio?
Analisamos os dados e ouvimos todos os responsáveis pelo Kleber Andrade. Para não ficar apenas no problema, conversamos com especialistas que apontaram possíveis soluções para o estádio.

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