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Educação

Ethel é a vencedora inquestionável do processo real da democracia universitária

Estaremos presentes, até se for de bengala, à posse da mestre Ethel Maciel, a primeira mulher a ocupar o magnifico cargo de reitora da Ufes, cujo processo já se encontra no MEC

Publicado em 26 de Janeiro de 2020 às 04:00

Públicado em 

26 jan 2020 às 04:00

Colunista

Atual vice-reitora da Ufes, Ethel Maciel foi a escolhida por alunos e servidores para ser nova reitora Crédito: Reprodução/ Instagram Ethel Maciel
“Para os perversos, diz o meu Deus, não há paz”. Assim começo este artigo, já que um fantasma do passado volta a assombrar o país. Uma pesquisa recente indicou que quase 80% dos brasileiros rejeitam o retorno de um regime autoritário, mas, paradoxalmente, 40% da população acham que país corre risco de nova ditadura militar. E isso me fez lembrar de um episódio marcante sobre escolhas.
Recentemente, a Universidade Federal do ES divulgou a lista tríplice para eleição de novo reitor. Os nomes foram encaminhados ao Ministério da Educação e posteriormente ao presidente Bolsonaro, que é quem faz a nomeação.
Mas, há alguns anos, na época do presidente João Figueiredo, graças ao ministro Eduardo Portela, escolheram para o cargo o primeiro nome da nossa lista de candidatos para a nossa universidade.
Infelizmente, depois desse episódio, Portela foi exonerado por apoiar os docentes das universidades em defesa da educação superior. Ele faleceu quando já estava na Academia Brasileira de Letras.
Mas um fato inédito, jamais divulgado, na escolha do professor Roberto Penedo, o primeiro da nossa lista, revela uma batalha de gente grande nos bastidores. Na época, um ministro da Educação escolheria um dos seus ex-alunos, que também estava na lista, para ser reitor da Ufes. Mas ele estava em segundo plano. Em Brasília (ilha da fantasia e de fofocas), corríamos com a notícia de que caso não fosse escolhido o nosso indicado, o primeiro da lista, não daríamos posse ao escolhido pelo ministro. O fato repercutiu no MEC, que nunca mais seria recebido por assessores.
Entretanto, o deputado federal João Calmon interferiu no processo de escolha do reitor, o que culminou com Roberto Penedo sendo finalmente, e justamente, eleito reitor da Ufes. Reitor este que, poucos sabem, ajudou a implantar o Teatro Universitário, espaço notável para a cultura do Estado e do Brasil.
Estaremos presentes, até se for de bengala, à posse da mestre Ethel Maciel, vencedora de um processo real da democracia universitária, ou seja, a primeira mulher a ocupar o magnifico cargo, cujo processo já se encontra no MEC.

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