As mortes de mulheres não tiveram uma intensa redução como a dos homicídios dolosos em geral. Em 2018, a marca de homicídios dolosos de mulheres foi de 94, enquanto no ano passado a quantidade foi de 89 - uma retração de apenas 5,31%. A queda geral de homicídios foi de 11,81%.
Até mesmo a taxa de mulheres mortas a cada 100 mil habitantes ficou em valor semelhante: 4,6/100 mil em 2018 contra 4,3/100 mil em 2019.
As principais vítimas foram mulheres na faixa etária de 20 a 24 anos (19% dos casos), seguidas pelas de 35 a 39 anos (16% das ocorrências), e de 15 a 19 anos (12% dos crimes).
Na contagem dos feminicídios, que também é um tipo de homicídio doloso de mulher, o cenário tampouco foi de evolução. Houve, em 2018, 34 casos de feminicídios, enquanto no ano passado foram 33.
O feminicídio é o homicídio doloso praticado contra a mulher em razão da condição do sexo feminino. Decorre, muitas vezes, de circunstâncias e contextos de violência doméstica e familiar.
O mês de novembro foi o mais letal para mulheres: foram 12 assassinatos. Destes, dois configuraram-se como feminicídios.
Já o período com mais feminicídios foi em julho, com seis casos. Para se ter uma noção da gravidade, naquele mês sete mulheres foram mortas violentamente. E a maioria foi vítima de parceiros, maridos ou ex-companheiros violentos.
A propósito, a violência contra a mulher deverá ser um dos temas que o governador Renato Casagrande tratará em entrevista coletiva hoje, às 10h30, no Palácio Anchieta. Ele estará com toda a cúpula do setor para fazer um balanço da segurança em 2019.