A Fazenda Santa Rita, em
Muqui, no Sul do Estado, está sendo palco nos últimos dias das filmagens de “O Voo da Borboleta Amarela”, documentário sobre a
vida do cachoeirense Rubem Braga, considerado o maior cronista do Brasil. As primeiras cenas foram rodadas em Braga, Portugal, local de origem da família Braga, e as próximas serão gravadas no Rio de Janeiro e em São Paulo.
A cinebiografia é um longa-metragem de cerca de 80 minutos, roteirizado e dirigido por Jorge Oliveira, codirigido por Pedro Zoca e coproduzido pelo canal português RTP2, o mesmo canal que adquiriu o “Olhar de Nise”, último documentário de Oliveira ainda em exibição no canal Now (NET).
O filme deve ser exibido em festivais e no circuito comercial até o início de 2021. “A ideia é acabar o filme até o final deste ano. Estamos conversando também com o Sistema Globo para saber o interesse deles numa parceria já que o Rubem Braga foi um dos seus cronistas durante muito tempo”, explica o cineasta Oliveira, também conhecido por "Arapiraca", que foi o marqueteiro da campanha de
Luciano Rezende a prefeito de Vitória e criador do famoso "gesto da mudança".
O “Voo da Borboleta Amarela” é o nome que Braga deu a uma de suas crônicas mais famosas. No documentário, o cronista vai narrar seus próprios textos interpretado por quatro atores aos 76 anos, quando da sua morte, aos 50, aos 30 e aos 15 anos em uma narrativa regressiva que ele mesmo descreve em suas obras.
“Ai de Ti, Copacabana”, outra de suas mais conhecidas crônicas, será interpretada por quatro atores e será encerrada com uma música de Alceu Valença gravada em sua homenagem.
Rubem Braga, que morreu em 1990, além de cronista foi jornalista e correspondente na Segunda Guerra Mundial, na Itália. É autor de mais de 15 mil crônicas e de dezenas de livros. Foi embaixador do Brasil no Marrocos e cônsul no Chile.