Texto feito por Tiago Taam, do ge.globo
Desportiva Ferroviária deu entrada no Tribunal de Justiça Desportiva, na tarde desta quarta-feira, com pedido formal de impugnação da partida de volta da semifinal do Campeonato Capixaba. No entanto, horas depois, o presidente do TJD-ES, Felipe Matta, indeferiu o pedido grená.
A solicitação da diretoria grená incluía a suspensão do Campeonato Capixaba 2025, que já possui datas detalhadas para a decisão entre Rio Branco-ES e Porto Vitória. O clube alega que as reclamações encaminhada às instâncias competentes são "embasadas em provas robustas, que evidenciam erros de arbitragem, ferem as regras do jogo e comprometem a integridade do campeonato".
Principais argumentos da Desportiva
Em comunicado oficial, a Desportiva Ferroviária compartilhou três alegações para conseguir a impugnação da partida. Dentre elas, estão a não marcação de dois pênaltis, contradições históricas do árbitro em lances similares e vínculos afetivos de Davi Lacerda com o Rio Branco-ES, rival da partida.
"Não marcação de dois pênaltis claros a favor da Desportiva, sem qualquer revisão no VAR, em desacordo com o protocolo da tecnologia; Contradições nas decisões do árbitro em lances similares analisados em outras partidas, demonstrando falta de critério e coerência; Histórico de vínculos passados do árbitro com a equipe adversária, incluindo manifestações como torcedor, o que reforça a suspeita de falta de isenção das decisões tomadas em campo", comunicou a Desportiva.
Em 'prints', que envolvem publicações antigas de um suposto perfil do árbitro Davi Lacerda, são vistas manifestações em torcida pelo Rio Branco. Além disso, o atual profissional possui registros de atleta das categorias de base do Capa-Preta.
Desportiva reclama de lances polêmicos
No jogo de volta das semifinais, contra o Rio Branco-ES, no Engenheiro Araripe, dois lances geraram protestos do clube grená. No primeiro, aos 53 minutos do segundo tempo, Vinícius Baiano foi derrubado na área, em uma dividida com Théo Kruger. O árbitro Davi Lacerda não marcou o pênalti.
Três minutos depois, após uma cobrança de lateral, a bola desviou no braço direito do volante capa-preta Romarinho. Novamente, Davi Lacerda não entendeu que houve a penalidade. Nas duas jogadas, o Árbitro de Vídeo não identificou a infração dos jogadores do Rio Branco.