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Racismo

Meia do América-MG é preso sob suspeita de injúria racial em jogo da Série B

O jogador Miguel Ángel Terceros Acuña, conhecido como Miguelito, foi preso em flagrante pela Polícia Civil do Paraná, após a partida entre o Operário e o América-MG, sob suspeita de injúria racial
Agência FolhaPress

Publicado em 

05 mai 2025 às 13:42

Publicado em 05 de Maio de 2025 às 13:42

 O jogador Miguel Ángel Terceros Acuña, conhecido como Miguelito, foi preso em flagrante pela Polícia Civil do Paraná, após a partida entre o Operário e o América-MG, sob suspeita de injúria racial. O caso aconteceu na noite deste domingo (4), em partida pela 6ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro.
CAMPEONATO BRASILEIRO SERIE B 2025, realizada na ARENA INDEPENDENCIA Crédito: (Foto: LUCIANO BREW/Agencia Enquadrar/Folhapress
A denúncia partiu do atacante Allano, que relatou ter sido alvo de ofensas racistas proferidas pelo boliviano Miguelito, meia do América. O clube mineiro negou e classificou as acusações de 'infundadas'.
Na súmula da partida, o árbitro Alisson Sidnei Furtado, do Tocantins, relatou o ocorrido. Segundo ele, o caso foi assinalado aos 30 minutos da partida, quando Allano o informou que foi chamado de 'preto cagão' pelo atleta do América-MG.
"Informo que nenhum integrante da equipe de arbitragem no campo de jogo viu e/ou ouviu tal incidente. após a comunicação do atleta da equipe mandante, imediatamente foi realizado o protocolo antirracismo, em sua primeira etapa, a qual consiste na paralisação do jogo, realização do gestual antirracista e o anúncio feito no estádio explicando o motivo da paralisação do jogo e que se o incidente não cessasse, a partida seria interrompida", escreveu.
O árbitro chegou a seguir o protocolo oficial da Fifa e da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e manteve a partida paralisada por mais de 15 minutos.
O Operário venceu por 1 a 0 jogando em casa.
Segundo Allano, o adversário proferiu as ofensas após uma disputa de bola. Miguelito teria ido em direção ao atacante do time paranaense e o xingado.
Após o suposto xingamento, Allano e o volante Jacy, também do Fantasma, foram para cima do boliviano. Em seguida, acionaram o árbitro Alisson Sidnei Furtado, que fez o sinal usado para indicar injúria racial —com os braços cruzados em X— e parou o jogo.
Durante a confusão, torcedores do Operário se revoltaram e atiraram copos contra jogadores do América. Um homem da torcida foi removido do estádio pela polícia.
Após checar as imagens do lance, o árbitro mandou a partida seguir e Miguelito continuou em campo. Já Allano recebeu um cartão amarelo em um lance seguinte por dar um entrada no meia do time mineiro, que foi substituído no intervalo.
Em nota, o Operário Ferroviário diz que "repudia com veemência qualquer ato de racismo", e que "está buscando as imagens e demais elementos para confirmar os fatos e tomar as medidas cabíveis diante da gravidade da situação."
"Reforçamos que o Operário está prestando todo o suporte necessário ao atleta Allano e seguirá firme em seu compromisso com a luta contra o racismo, dentro e fora de campo. Não vamos tolerar nenhuma forma de discriminação", diz o texto.
O América-MG manifestou "total solidariedade" ao seu atleta e afirmou que são acusações "infundadas que tentam associar seu nome a conduta de cunho racista".
"Após criteriosa apuração interna e análise dos fatos disponíveis, não foi identificada qualquer atitude, gesto ou declaração do jogador que possa, sob qualquer ângulo, ser interpretada como discriminatória. Ao contrário, Miguel Terceros sempre demonstrou conduta ética, respeito e espírito esportivo, sendo amplamente reconhecido no clube por seu profissionalismo e integridade", afirmou.

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