A final da Copa Libertadores da América 2025 entre Flamengo e Palmeiras acontece neste sábado (29), a partir das 18h, colocando frente a frente os dois melhores elencos do continente e os maiores times do futebol sul-americano da década. Porém, no Estádio Monumental da Lima, no Peru, apenas um dos plantéis ficará marcado na história como o primeiro brasileiro a conquistar quatro vezes o título da Libertadores.
Com um investimento de cerca de R$ 270 milhões na última janela, a maior da história do Flamengo, o clube se reforçou no meio do ano pensando justamente no momento mais crítico da temporada, que chegou. As contratações de Jorginho, Saúl, Carrascal, Samu Lino e Emerson Royal elevaram o patamar do elenco, que já era estrelado. Porém, o Rubro-Negro teve protagonistas nos três setores do campo ao longo de todo ano, sejam os recém-chegados até os que estão no clube desde 2019. Portanto, veja quem pode brilhar na grande decisão.
Um bom time começa com uma boa defesa
Com uma média de 0,49 gol sofrido por jogo, o Flamengo tem como seu principal trunfo uma defesa sólida e com peças decisivas no setor. A personificação dessa solidez começa no goleiro Rossi, que foi o maior nome do time nos mata-matas, garantindo uma classificação depois de pegar dois pênaltis nas quartas diante do Estudiantes, e fazer uma partida de volta espetacular contra o Racing, nas semis. Em caso de penalidades em Lima, a estrela do argentino pode brilhar mais uma vez, que já defendeu oito cobranças enquanto camisa 1 do Mais-Querido, com um aproveitamento de quase 40%.
Além dele, a zaga titular formada por Léo Pereira e Léo Ortiz também é responsável pela grande fase defensiva que vive o clube. A dupla 'Leleo', que desempenha um papel fundamental no sistema de jogo do Filipe Luis, também aparece no ataque, somando sete gols na temporada - Ortiz com três e Pereira com quatro. O destaque maior vai justamente para o zagueiro artilheiro, que também fez uma grande partida em Avellaneda diante do Racing, e bateu um pênalti no ângulo com frieza no duelo diante do Estudiantes.
Meio de campo estrelado
O Flamengo tem um dos melhores, senão o melhor, meio-campo do futebol sul-americano. Com as chegadas de Jorginho, Saúl e Carrascal, além da recuperação de Pulgar e De La Cruz, somado ao ano mágico que vive De Arrascaeta, o time tem uma possibilidade de rotação e variação tática de dar inveja aos rivais. Filipe Luis tem a possibilidade de mudar o esquema, pensando em mais ofensividade, criatividade, cadência ou defesa, o que gera uma imprevisibilidade ao adversário, além de ganho físico e redução do desnível técnico entre as reposições do banco e os titulares.
Apesar da coletividade, um jogador se sobressai e tem os olhos voltados para esta final pela temporada que faz pelo Flamengo é o camisa 10 da Gávea: Giorgian de Arrascaeta. O jogador já vive o ano mais artilheiro e garçom dele com o manto rubro-negro, com 22 gols e 16 assistências. Nesta Libertadores, o uruguaio é o maior goleador do time, empatado com Pedro, com dois gols. Já, diante do Palmeiras, ele soma nove tentos e sete passes para gol em 29 partidas na carreira, uma média de quase uma participação em gol a cada dois jogos contra o Alviverde, inclusive marcando uma vez e dando uma assistência na vitória por 3 a 1 do Flamengo sobre o Verdão no último confronto, pelo Campeonato Brasileiro.
Ataque decisivo e imprevisível
Por fim, a vasta opção de peças decisivas ao longo de todos os setores do campo também se imprime no ataque do Flamengo. O time conta com uma variação tática e técnica grande na parte da frente, com destaque para alguns atletas. O primeiro deles, o considerado 12º jogador do time: Luiz Araújo. O canhoto, que é o maior assistente do clube nesta Libertadores, com quatro passes para gol, mesmo vindo do banco de reservas na maioria dos jogos, pode vir a ser titular na grande decisão por conta da suspensão de Plata.
Além dele, o ídolo Bruno Henrique tem crescido de produção nos últimos jogos e já tem a fama de brilhar em grandes jogos. O camisa 27, que soma seis gols nos últimos seis jogos, é uma esperança para a centro-avância do Flamengo na final, em Lima, com a ausência do Pedro, que machucou o braço no jogo de ida contra o Racing nas semifinais, viajou com o elenco, mas segue em processo de recuperação. No ano, são 15 gols e duas assistências para Bruno Henrique.