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Economia e inovação

Empresas adotam economia circular para reduzir custos, revela pesquisa

No Brasil, organizações adotam práticas como gestão de resíduos, reaproveitamento de materiais e eficiência energética avançam no planejamento corporativo

Publicado em 06 de Março de 2026 às 14:07

Leticia Fortaleza

Publicado em 

06 mar 2026 às 14:07
Economia circular e reaproveitamento de resíduos ganham espaço em empresas que buscam reduzir impacto ambiental. Crédito: Reprodução/Web
Empresas que adotam controle de consumo de energia, reaproveitamento de insumos e gestão estruturada de resíduos conseguem reduzir custos operacionais e melhorar indicadores ambientais. Um levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que seis em cada dez indústrias no Brasil já adotam práticas de economia circular, modelo baseado no reaproveitamento de materiais e na redução de desperdícios.
Segundo a pesquisa, 35% das empresas apontam a redução de custos operacionais como um dos principais benefícios dessas práticas, além de ganhos de inovação e melhoria da imagem corporativa.
Entre as medidas mais comuns estão a reciclagem de produtos, presente em cerca de um terço das empresas, o uso de matéria-prima secundária nos processos produtivos e o desenvolvimento de produtos com maior durabilidade.
A adoção dessas iniciativas também passou a dialogar com a agenda ESG — sigla para Ambiental, Social e Governança — utilizada por investidores e instituições financeiras para avaliar gestão, transparência e impacto socioambiental das empresas.
Segundo Flávia Marchezini, professora de ESG e compliance na Faculdade de Direito de Vitória (FDV), a incorporação dessas práticas depende principalmente do envolvimento da liderança das organizações.
“O conselho de administração e a alta liderança devem assumir o ESG como parte da estratégia da empresa, garantindo que essas práticas não fiquem restritas a ações pontuais, mas sejam integradas ao funcionamento do negócio”, afirma.
Nesse cenário, cresce também a atenção ao chamado greenwashing, quando empresas divulgam iniciativas ambientais que não são sustentadas por dados ou mudanças estruturais. No Brasil, a prática pode ser enquadrada como publicidade enganosa e gerar questionamentos de órgãos reguladores, consumidores e investidores.
Para a professora, esse contexto tem levado empresas a tratar a sustentabilidade com maior rigor técnico e integração à gestão. Segundo ela, a tendência é que critérios ambientais, sociais e de governança deixem de ser tratados como uma agenda paralela e passem a fazer parte do planejamento estratégico das organizações.
“Quando essas práticas são incorporadas à gestão, com metas claras e acompanhamento contínuo, elas ajudam as empresas a lidar melhor com riscos regulatórios, exigências de mercado e mudanças nas expectativas da sociedade”, afirma.

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