Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

O que esperar do mercado imobiliário de Vila Velha?

Uma das cidades que teve a maior valorização do metro quadrado no ano passado, município se consolida como opção atraente para novos empreendimentos

Karine Nobre

Editora adjunta Motor

kbragio@redegazeta.com.br

Publicado em 23 de Maio de 2023 às 10:29

Publicado em

23 mai 2023 às 10:29
Segundo dados levantados pelo Radar Imobiliário do DataZap+ com exclusividade para o Hub Imobi, o período de alta valorização de Vila Velha se deu no início do segundo semestre de 2021, alcançando o seu auge em abril de 2022 com o percentual de 26,69% no acumulado de 12 meses.
De abril para cá, mesmo passando por uma desaceleração - o que já era esperado - o município registrou um avanço anual de 15,77%, ficando bem acima da média nacional, que é de 5,66%.

15,77%

De valorização em 12 meses teve Vila Velha
Para o diretor da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Espírito Santo (Ademi-ES), Alessandro Torezani, esse crescimento da valorização era esperado, à medida que o município encontrava-se defasado com os preços em relação à Vitória e ao mercado imobiliário.
“A avaliação é uma questão de demanda e oferta. E, durante esse período, o município despertou o interesse não apenas do público interno ao Espírito Santo, como também de fora do Estado. Por outro lado, o mercado não tem condições de atender completamente a essa demanda em um tempo curto”, avalia.
Mas o que torna o município atraente para pessoas de outros Estados estejam dispostas a investir em Vila Velha? Segundo o diretor da Ademi-ES, algumas variáveis estão nessa equação. “O ambiente de negócios favorável no Espírito Santo, os grandes investimentos em rodovias e estradas, que trazem empreendimentos e as belezas naturais do Estado, assim como do município”, diz.
Da mesma opinião é o diretor de economia e estatística do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado do Espírito Santo (Sinduscon-ES), Eduardo Borges, que lista desde a orla da cidade mais antiga do Estado, até sua proximidade com a capital. Ele destaca ainda os valores de imóveis ainda serem acessíveis, quando comparados a outros balneários urbanos.
“Vila Velha é uma cidade com ótima qualidade de vida, que tem atraído pessoas de todo o Brasil em virtude de sua extensa orla com praias limpas e belíssimas. Colada na capital, a cidade é destaque nacional em vários rankings, com preços de imóveis ainda acessíveis se comparados a outros balneários urbanos. Isso dentro de um contexto de um Estado com finanças públicas organizadas”, resume.
Praia de Itaparica concentra a maior demanda de locação, 27,39%, em seguida está Itapuã, com 17,82% e em terceiro lugar, a Praia da Costa, que concentra 15,96%. Por outro lado, o Jockey de Itaparica chega na quarta posição, com 6,73% das demandas.
Quando se fala em vendas, a ordem dessa demanda fica um pouco diferente, com a Praia da Costa concentrando 15,7% da procura, seguida de Praia de Itaparica, com 14,95% e Itapuã, com 12,30%. Novamente o quarto lugar é ocupado pelo Jockey de Itaparica, com 6,72%.
Os números também vão ao encontro dos resultados obtidos na segunda edição da pesquisa “Desempenho do Mercado Imobiliário Capixaba em 10 anos”. No levantamento, a maior Valorização Imobiliária (VI) registrada em 10 anos foi em Itapuã, com 144,60%. Em seguida, há a Praia da Costa, com VI de 134,53% e Itaparica (117,55%) aparece em quinta posição, tendo dois bairros de Vitória na sua frente.
“A proximidade da praia segue sendo um atrativo importante para compradores e locatários. Outro aspecto valorizado desses bairros nobres, principalmente Praia da Costa, são o alto número de comércios, restaurantes, shopping centers, clubes, livrarias e mercados. Essa combinação de estrutura e qualidade de vida tornam essas localidades muito procuradas”, avalia a economista do DataZap+ Larissa Gonçalves.
Outros números divulgados são em relação à tipologia dos imóveis buscados em Vila Velha. Segundo a pesquisa, o tamanho mais procurado variou de 70m² a 100m², sendo 33,5% para alugar e 27,9% para comprar.
Para o mercado de locação se destaca a procura por imóveis com 2 dormitórios (56,5%) e 1 vaga de garagem (64,1%). Para compra e venda, as maiores buscas são para unidades com 2 quartos (43,7%) e 3 quartos (44,1%). Quanto à vaga de garagem, 92,1% dos interessados na compra almejam pelo menos uma vaga.
No entanto, segundo a secretária de Desenvolvimento Urbano e Mobilidade de Vila Velha, Adriana Peixoto Miguel, esse cenário tem mudado no município, que tem adotado novas formas para agilizar a aprovação de projetos de obras, começando pela digitalização de todo o processo.
“Hoje, é tudo 100% eletrônico e a pessoa recebe o retorno via processo, também eletrônico, de onde é possível acessar todas as movimentações a respeito desse processo. Buscamos melhorar o fluxo e simplificar o procedimento, diminuindo os tempos para a aprovação. Com isso, em 2021, tivemos 498 projetos novos e 191 certidões de conclusão de obras. Já em 2023, até o mês de maio, tivemos 475 projetos e 219 certidões de conclusão emitidas”, conta.
“O bairro Jockey é novo e tem um potencial gigantesco. Ele ainda está em movimento de valorização e as empresas têm buscado essa região como a nova fronteira de crescimento de Vila Velha. A expectativa é de que o bairro passe a receber, principalmente empreendimentos de alto padrão, algo parecido com o que acontece hoje em Vitória, na Praia do Suá”, reflete o diretor da Ademi-ES.
Segundo ele, isso é possível por conta de um estudo para promover um crescimento mais ordenado da região, além do seu potencial de valorização ao longo do tempo.
“Vila Velha será, durante muito tempo, em termos de precificação, uma cidade de grande potencial. A valorização do município vai depender da procura e alternância entre os quatro bairros mais requisitados: Praia da Costa, Itapuã, Praia de Itaparica e Jockey de Itaparica”, diz.

A Gazeta integra o

Saiba mais
Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

© 1996 - 2020 A Gazeta. Todos os direitos reservados