Muita música, teatro, dança e literatura: assim será a 4º edição do Verão Cultural do Sônia Cabral, que acontece entre os dias 4 e 15 de março. A programação é toda composta por projetos aprovados no Fundo de Cultura do Estado do Espírito Santo, o Funcultura.
Buscando evidenciar a diversidade e potência da produção artística capixaba, nesta edição o público poderá conferir montagens que abordam temas como diáspora africana, cotidiano periférico, questões de gênero, além de espetáculos voltados ao público infantil e celebrações literárias.
Mais do que uma programação, é um convite para que a população ocupe este espaço, vivencie diferentes linguagens artísticas e celebre a cultura conosco
Todas as atrações são gratuitas, e para prestigiar, basta retirar os ingressos na bilheteria no Palácio da Cultura Sônia Cabral, no Centro de Vitória. Recomanda-se chegar sempre 30 minutos antes de cada apresentação.
Programação completa
4 de março
- Espetáculo: Sonho de Liberdade, do grupo de teatro Afrocenas
- Horário: 17h30
- Sinopse: Sonho de Liberdade propõe uma reflexão sensível sobre a diáspora africana e a chegada de africanos escravizados ao Brasil, evidenciando marcas profundas deixadas na história e na cultura do país. Por meio de uma linguagem corporal intensa, a obra humaniza histórias silenciadas e desperta empatia, dialogando também com o ambiente escolar no enfrentamento do racismo, do preconceito e do bullying. A encenação reúne versos de Castro Alves e Martin Luther King, além de músicas de Naná Vasconcelos e Caetano Veloso, e se encerra com um diálogo com o público, ampliando a conscientização social.
5 de março
- Espetáculo: Banda da Flor, do Circuito Avessinho
- Horário: 14h
- Sinopse: A Banda da Flor apresenta um show musical voltado para crianças, bebês e suas famílias, convidando o público a brincar, cantar e se conectar por meio da música. O repertório reúne canções autorais, clássicos do cancioneiro brasileiro e composições de parceiros, costurados por brincadeiras cantadas e jogos rítmicos que estimulam o corpo, a escuta, a imaginação e o fazer coletivo. Com uma abordagem sensível e participativa, o espetáculo cria um ambiente afetivo, onde crianças e adultos compartilham uma experiência musical de presença, troca e ludicidade.
6 de março
- Espetáculo: Quatro Elementos, da Orbe Produções
- Horário: 19h
- Sinopse: Partindo do resgate da obra de Gilberto de Assis, principal pupilo de Mercedes Baptista, Quatro Elementos aborda, a partir da estética das danças afro-brasileiras e de diáspora, a força da natureza e suas vibrações energéticas. Essas potências reverberam nas manifestações e representações dos Orixás, estabelecendo correlações com o imaginário social e suas simbologias.
7 de março
- Espetáculo: Presa Fácil, do coletivo Guaçuí em Cena
- Horário: 19h30
- Sinopse: O espetáculo narra a história de dois jovens marcados por um sequestro que se reencontram anos depois no mesmo cativeiro onde tudo aconteceu. Entre provocações, memórias distorcidas e verdades que resistem em emergir, eles revisitam feridas que não cicatrizaram. O que começa como um acerto de contas transforma-se em um mergulho profundo em temas como abandono, desigualdade e laços invisíveis. Aos poucos, a pergunta se desloca: quem foi vítima de quem? Em um duelo intenso, cada revelação os aproxima ainda mais do abismo onde suas histórias se cruzam para sempre.
8 de março
- Espetáculo: Corpos Periféricos, da Cia Vitória Street Dance
- Horário: 19h
- Sinopse: Corpos Periféricos é um espetáculo de danças urbanas com influências da dança contemporânea que aborda o comportamento humano periférico — seus movimentos, angústias, alegrias, dores e singularidades. A obra evidencia o valor dos corpos que vivem nas periferias e que sustentam a sociedade, muitas vezes ocupando cargos subalternos e recebendo baixos salários, mas que ainda assim expressam uma alegria potente e uma cultura pulsante, viva e resistente.
11 de março
- Espetáculo: O Roubo do Sol, da Cafetinaria e Gasparini Empreendimentos
- Horário: 14h
- Sinopse: Cocóri… cof, cof, cof. O galo perdeu a voz! Será que o dia vai nascer? Parece que o sol foi roubado… A paca empacou de medo, e o passarinho tenta encontrar uma solução. Quanta escuridão! Mas e se o sol foi roubado mesmo? Como os bichos vão resolver essa situação? A resposta você descobre neste espetáculo solaríssimo, cheio de humor, imaginação e encantamento.
12 de março
- Espetáculo: Eremita, com o ator Mateus Schimith
- Horário: 19h
- Sinopse: Eremita lança-se por uma vereda poética, carregando o peso simbólico das memórias e incertezas de seu protagonista, em uma busca por se perder para se reencontrar. Em sua jornada pelo desconhecido, ele atravessa caminhos áridos, singra mares imaginários e mergulha nas profundezas de suas próprias reflexões. A encenação transita por múltiplos espaços e tempos circulares, convidando o espectador a reconhecer-se em suas próprias travessias, em um percurso sensível entre solidão, escuta e transformação.
13 de março
- Mesa Comemorativa "O tempo que tramamos: leituras e conversas em cena", com o Elas Tramam
- Horário: 19h30
- Release: A mesa marca o lançamento das duas mais recentes coletâneas do projeto e inaugura oficialmente as comemorações de 10 anos do coletivo, celebrando trajetórias, encontros e processos construídos ao longo do tempo. O encontro reúne leituras de trechos das obras e um bate-papo aberto sobre criação artística, escrita e os diferentes tempos que atravessam a produção cultural — o tempo da memória, do processo, da escuta e da partilha. As conversas colocam em cena reflexões sobre como os trabalhos foram sendo tramados ao longo dos anos, entre experiências individuais e práticas coletivas, reafirmando o coletivo como espaço de criação, diálogo e continuidade.
15 de março
- Espetáculo: Entre-me, do Ponto de Cultura Belas Artes Projetos Culturais de São Mateus
- Horário: 19h
- Release: Entre-me, dirigido e interpretado por Marcelo Oliveira, aborda de forma contundente temas como violência, abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes — assuntos ainda tratados como tabu em nossa sociedade. A obra reflete experiências vividas pelo artista e convoca o público a reconhecer os pedidos de ajuda silenciosos de tantas pessoas em situação de vulnerabilidade. Com uma linguagem que une dança contemporânea e reflexão crítica, o espetáculo propõe uma jornada de conscientização e destaca a importância de falar sobre essas questões de forma permanente e responsável.