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Blocos de Rua

Afro kizomba, primeiro bloco afro do ES, tem estreia de mestra e homenagem à Zilda

Desfile acontece neste sábado de carnaval (14), no Centro de Vitória
Julia Galter

Publicado em 13 de Fevereiro de 2026 às 12:00

Afrokizomba desfila há 8 anos no Centro de Vitória
Afrokizomba desfila há 8 anos no Centro de Vitória Crédito: Acervo CEDOC
"Zildar" é o ponto de partida do Afrokizomba em 2026. Neste ano, o bloco escolhe começar pela força de um nome que carrega história: Zilda, dona de um dos bares mais tradicionais do Centro de Vitória e que se tornou verbo. A partir dessa referência, o bloco prepara uma sonoridade que aproxima o samba de sua identidade rítmica marcada pela kizomba, costurando passado, presente e futuro em um mesmo compasso.
Criado a partir de um projeto iniciado em 2018, o Afrokizomba nasceu do encontro entre Lula Rocha, Izaías Santana, Edson Bonfim e outros parceiros que compartilhavam mais do que o desejo de colocar um bloco afro nas ruas do Espírito Santo. A proposta sempre foi maior: construir um espaço de cultura, formação política, pertencimento e luta pelo povo negro e pelas minorias.
Zilda de Aquino, personagem de Vitória
Zilda de Aquino, personagem de Vitória Crédito: Vitor Jubini
Ao longo dos anos, o movimento cresceu para além do desfile de carnaval. O coletivo mantém participação em eventos culturais, promove capacitações e desenvolve ações nas áreas de música, comunicação e artes. No Afrokizomba, o tambor não silencia quando a festa termina.
Assim que acaba o carnaval, o Afrokizomba não acaba. Somos um bloco de luta, de movimentação e de protagonismo negro
Mestra Gabi, que agora comanda o Afrokizomba junto com Mestre Tião
Mestra Gabi, que agora comanda o Afrokizomba junto com Mestre Tião Crédito: Samy ferreira / TV Gazeta
A caminhada também abriu caminhos inéditos de representatividade. Gabi tornou-se a primeira mulher (e mulher negra) a assumir a função de mestra de bateria de um bloco no Espírito Santo, título que foi dado por outra personalidade do carnaval capixaba: o Mestre Tião. Para ela, o Afrokizomba foi escola, assim como outros blocos de rua que colaboraram para sua formação.
Gabi enfatiza que o lugar que ocupa serve também para incentivar outras mulheres. "As mulheres podem sim ser o que elas quiserem, tocar o que quiserem. Ser mestre de bateria, diretora de bateria...", completou.
O Afrokizomba se firma também como um bloco para todas as idades. A pequena Lohana, neta do Mestre Tião, carrega a herança musical da família e participa da folia tocando agogô.

Serviço

Desfile do Bloco Afrokizomba
  • Quando: sábado (14)
  • Concentração às 14h, com saída ás 15h
  • Trajeto: saída da Praça Oito em direção a Praça Getúlio Vargas

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