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De Liniker a Chico Buarque: consumo de MPB dispara com a geração Z

Faixa etária de 18 a 24 anos foi responsável por 64% do aumento registrado no Spotify. Confira os artistas e as músicas mais ouvidas pelos jovens
Aline Almeida

Publicado em 25 de Setembro de 2025 às 19:15

De Liniker a Chico Buarque: consumo de MPB dispara com a geração Z
De Liniker a Chico Buarque: consumo de MPB dispara com a geração Z Crédito: Caroline Lima; Ricardo Borges/Folhapress; Globo/Fábio Rocha; Adriano Vizoni/Folhapress
Se antes a MPB carregava a fama de ser “coisa de tiozão com violão no churrasco”, hoje é a turma de 18 a 24 anos que está renovando o gênero. Dados do Spotify mostram que, entre 2022 e 2024, o consumo de música popular brasileira cresceu 47%. E quem puxou boa parte desse aumento foi a Geração Z, responsável por 64% do crescimento. Essa faixa etária já responde por um quarto de todo o consumo de MPB na plataforma.

A cara da nova MPB

A geração conectada transformou a maneira de ouvir e de se relacionar com a música. A MPB, que sempre foi marcada por narrativas afetivas e poéticas, ganhou estética moderna e agora aparece em samples de rap, funks repaginados, playlists de estudo, trends no TikTok e até na trilha de festas e resenhas. O gênero virou símbolo de identidade cultural e digital, transitando entre passado e presente.

Principais músicas e artistas

Tim Maia e Chorão
Tim Maia e Chorão Crédito: Dadá Cardoso/Folhapress; TV GLOBO / Zé Paulo Cardeal
Entre os favoritos da Geração Z estão ANAVITÓRIA, Liniker, Tribalistas, Seu Jorge, Djavan e Marisa Monte, nomes que misturam gerações e estilos. Até clássicos como Chico Buarque, Tim Maia, Legião Urbana e O Rappa entraram no radar.
E as músicas mais ouvidas em 2024 mostram essa mistura de referências:
  • Lisboa – ANAVITÓRIA e Lenine
  • Aliança – Tribalistas
  • Tempo Perdido – Legião Urbana
  • Dias de Luta, Dias de Glória – Charlie Brown Jr.
  • Velha Infância – Tribalistas

Música viva e em movimento

O que os dados revelam é que a MPB deixou de ser apenas nostalgia e se tornou um espaço de reinvenção e conexão. Jovens que cresceram em um ambiente digital encontram no gênero tanto a poesia que conversa com seus dilemas pessoais quanto o ritmo que embala momentos coletivos.
Assim, a MPB não é só passado revisitado: é presente em constante transformação, prova de que a música brasileira continua viva e em sintonia com quem a escuta.

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