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Escritoras capixabas posam em fotografia histórica na escadaria Maria Ortiz

Cerca de 60 autoras participaram do momento clicado neste domingo (12), que teve como inspiração o movimento realizado em São Paulo, no estádio do Pacaembu
Gustavo Cheluje

Publicado em 13 de Junho de 2022 às 20:09

Escritoras e artistas capixabas se reuníram no domingo (12) para tirar uma foto em prol da produção literária feminina no pais
Escritoras e artistas capixabas se reuniram no domingo (12) para tirar uma foto em prol da produção literária feminina no país Crédito: Luara Monteiro
Como diz o ditado, boas ações geram reações melhores ainda. Inspiradas em manifesto realizado em São Paulo, onde cerca de 400 escritoras se reuniram para tirar uma foto durante a Feira do Livro, mulheres capixabas que se dedicam à literatura e às artes também resolveram se juntar para fazer um click igualmente histórico.
Como no evento paulistano - realizado no Estádio do Pacaembu -, o encontro aconteceu neste domingo (12). Por aqui, cerca de 60 mulheres, entre escritoras e pessoas atuantes na classe artística, se reuniram às 15h, na Escadaria Maria Ortiz, Centro da Capital.
"Escolhemos o lugar por ser um ponto histórico, uma escadaria que leva o nome de uma mulher que defendeu a nossa soberania, mostrando a força das capixabas", afirmou Taiga Scarmussa, do grupo Leia Mulheres Vitoria, ES, organizadora do encontro.
O click para a posteridade foi feito pela fotógrafa Luara Monteiro. "Participaram pessoas de todas as idades e de várias vertentes literárias, como poesia, romance e do gênero infantil e infanto-juvenil. Também estiveram presentes representantes do grupo Elas Tramam (focado na produção dramatúrgica de mulheres lésbicas, bissexuais, transexuais, travestis e pessoas 'transfeminines', não-binárias compreendidas no espectro da feminilidade) e do movimento de mulheres negras ligadas ao teatro", enumera Scarmussa.  
O manifesto teve o mesmo objetivo que o evento paulistano: destacar a força da produção literária feminina do país. "A ideia é mostrar que tem muitas mulheres produzindo, como também chamar a atenção para o fato de a Literatura Brasileira ainda possuir um perfil heteronormativo, pois é dominada por homens, brancos e heterossexuais", enfatiza a organizadora. 

ORGANIZAÇÃO

Taiga Scarmussa detalha que ficou sabendo do movimento de São Paulo, liderado por Natalia Timerman, Giovana Madalosso e Paula Carvalho, após ser marcada em um post nas redes sociais por Saulo Ribeiro, da Editora Cousa.
"Ele me marcou em um post da Giovana (Madalosso). Criamos uma postagem no Instagram do "Leia Mulheres Vitoria, ES" e, conforme o interesse das pessoas, criamos um grupo no WhatsApp para marcarmos a reunião no domingo. O movimento foi crescendo rápido, pois iniciamos as ações somente na última quarta-feira. O alcance do chamamento foi excelente", destaca. 
Encontro das escritoras e artistas capixabas foi marcado para a Escadaria Maria Ortiz, no Centro da Capital
Encontro das escritoras e artistas capixabas foi marcado para a Escadaria Maria Ortiz, no Centro da Capital Crédito: Luara Monteiro
Além da foto em São Paulo e Vitória, iniciativas semelhantes aconteceram em mais de 20 cidades de todo o país, além de versões em Lisboa (Portugal) e Londres (Inglaterra).
O projeto foi inspirado em "Um Grande Dia no Harlem", de Art Kane, na qual 57 grandes jazzistas de 1958 se amontoam numa rua do bairro nova-iorquino, apossando-se até das escadas de uma casa para tirar uma foto. A ideia, claro, era ressaltar a força dos artistas negros, na tentativa, entre outras lutas, de diminuir o racismo na sociedade norte-americana.

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