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Em terras capixabas

Passagem de Lauryn Hill no ES teve fãs no camarim, chuva de hits e público morno

Uma das memórias capixabas mais icônicas: o dia que Ms. Lauryn Hill cantou no Sul do ES. O show foi em 2007, mas não empolgou o público
Felipe Khoury

Publicado em 25 de Maio de 2025 às 12:00

Era 9 de junho de 2007, um sábado de temperatura baixa no Sul do Espírito Santo, mas a atmosfera em Alegre estava em ebulição. Cerca de 13 mil pessoas se reuniram no Parque de Exposições da cidade para assistir a um momento histórico: a primeira apresentação de Lauryn Hill no Brasil, abrindo sua turnê nacional como uma das grandes atrações do 24º Festival de Música de Alegre.
A cantora norte-americana, ex-integrante do lendário grupo The Fugees, havia escolhido o interior capixaba - a 189 quilômetros da capital Vitória - como o ponto de partida para sua série de shows em solo brasileiro, que ainda passaria por Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro.
A cantora americana Lauryn Hill durante show no 24º Festival de Alegre.
A cantora americana Lauryn Hill durante show no 24º Festival de Alegre. Crédito: Carlos Alberto da Silva
Em Alegre, a expectativa era altíssima. A própria programação do festival era de peso, reunindo ao longo dos dias nomes como Ivete Sangalo, Asa de Águia, Vanessa da Mata, Skank, Capital Inicial, César Menotti e Fabiano, O Rappa, Jeito Moleque, Jammil, Banda Eva, Armandinho, Marcelo D2, entre outros. Mas a presença de Lauryn era, sem dúvida, o grande acontecimento internacional daquele ano.
A cantora americana Lauryn Hill durante show no 24º Festival de Alegre.
A cantora americana Lauryn Hill durante show no 24º Festival de Alegre. Crédito: Carlos Alberto da Silva
“Acho que vai ser uma noite especial. Vou dividir o palco com a Lauryn Hill”, antecipou com entusiasmo o rapper Marcelo D2, em entrevista ao Caderno Dois, pouco antes do show.
Show da cantora Lauryn Hill no Festival de Alegre, em 2007
Marcelo D2 no show da cantora Lauryn Hill no Festival de Alegre, em 2007 Crédito: No Rock/ Alex Favalessa

O SHOW

Lauryn subiu ao palco às 3h e apareceu imponente, envolta numa estética entre o clássico e o urbano, acompanhada de uma banda afiada e com seu estilo inconfundível. Durante 1h40 de apresentação, apostou em um repertório que mesclava sonoridades e improvisações, mas focava principalmente em faixas pouco conhecidas do grande público - o que, segundo o jornal Estadão, fez parte da plateia se dispersar antes do fim.
Público durante show da cantora americana Lauryn Hill no 24º Festival de Alegre.
Público durante show da cantora americana Lauryn Hill no 24º Festival de Alegre. Crédito: Carlos Alberto da Silva

OPINIÕES

O cantor Aluízzio, da banda Estado de Sítio, relembra o show de Lauryn Hill no Festival de Alegre como um dos mais impressionantes que já viu no evento - impecável, poderoso e tecnicamente brilhante. No entanto, ele destaca o contraste entre a grandiosidade da apresentação e a recepção do público.
"As pessoas não deram muita ideia. Se eu não me engano, foi o último show da noite, então teve um certo estranhamento. Acho que ela foi sentindo a coisa e acabou tocando meio também meio mal-humorada. Fez um show incrível, mas também não foi simpática, porque ficou aquela coisa meio esquisita", contou. 
Banda Estado de Sítio no Festival de Alegre
Banda Estado de Sítio no Festival de Alegre Crédito: Arquivo pessoal
Mas Lauryn guardou o ouro para o final. Nos últimos 30 minutos, encantou os fãs com os sucessos que a tornaram um ícone da música nos anos 1990, como “Just Like Water” e sua poderosa versão de “Killing Me Softly”, eternizada anteriormente por Roberta Flack e Aretha Franklin. Foi o ponto alto da apresentação - uma espécie de recompensa tardia para quem resistiu até o fim do show.
Houve ainda, segundo o Estadão, um gesto marcante fora do palco: ao perceber um grupo de fãs na linha de frente cantando cada palavra, Lauryn mandou chamá-los para o camarim. Conversou, tirou fotos e agradeceu pessoalmente o carinho. Um momento íntimo que poucos artistas internacionais proporcionam em passagens pelo Brasil.
A cantora americana Lauryn Hill durante show no 24º Festival de Alegre.
A cantora americana Lauryn Hill durante show no 24º Festival de Alegre. Crédito: Carlos Alberto da Silva

CURIOSIDADES

Boa parte dos músicos da banda de Lauryn Hill optou por assistir ao show de Marcelo D2 diretamente do camarim, onde uma televisão foi instalada especialmente para esse fim. Eles ficaram impressionados com a performance e, em especial, com o momento em que D2 dividiu o palco com o rapper Fernandinho Beatbox, em uma apresentação enérgica que arrancou aplausos até dos bastidores.
Enquanto isso, a procura de última hora por ingressos causou filas e confusão na bilheteria, deixando muita gente do lado de fora durante os primeiros shows da noite. Inclusive, o ingresso individual custava R$ 70 na época.
Quem prestou atenção à apresentação saiu impactado com a potência da sua voz, a velocidade impressionante no canto e a performance afiada de sua banda, que exibiu técnica e entrosamento dignos de grandes palcos internacionais.
A cantora americana Lauryn Hill durante show no 24º Festival de Alegre.
A cantora americana Lauryn Hill durante show no 24º Festival de Alegre. Crédito: Carlos Alberto da Silva
A cantora viajava acompanhada de uma equipe pessoal - camareira, costureira, maquiadora - e se deslocava pelo país em avião privado. Mesmo assim, sua chegada a Alegre foi vista como um símbolo de prestígio e ousadia do festival, que naquele ano conseguiu combinar o som pop global ao caldeirão musical brasileiro.

MEMÓRIAS

Apesar da recepção morna de parte do público, aquela noite entrou para a história do evento - e para a memória afetiva de quem viu, ao vivo, uma das maiores vozes do soul contemporâneo fazer do interior capixaba sua porta de entrada para o Brasil.
As memórias se refletem, claro, nos registros daquele dia. Um dos responsáveis mais famosos da época foi o tradicional No Rock, um portal focado em divulgar fotos dos maiores eventos do Espírito Santo. Em fotos cedidas ao HZ, muitas lembranças desse show histórico em terras capixabas. Confira:

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