O Museu de Artes do Espírito Santo recebe, entre os dias 21 e 23 de maio, o projeto “Cores Ancestrais: Resistência e Transformação através da Arte e Educação”. Com entrada gratuita, a programação propõe debates sobre expressão, memória, identidade, território e práticas antirracistas por meio de palestras, mesas temáticas, performances e atividades formativas.
Inspirado na trajetória da artista capixaba Nice Avanza, o seminário contará com a participação de nomes como Castiel Vitorino, Kiusam Oliveira e Yuriê Perazzini. A programação acontece em meio à exposição “Nice Contemporânea”, ampliando o diálogo entre as obras expostas, os debates e as experiências compartilhadas ao longo do evento.
Programação recheada
Na quinta-feira (21), o seminário terá duas mesas voltadas às discussões sobre a presença de mulheres negras na arte, memória e ancestralidade afro-diaspórica. Já na sexta-feira (22), o público acompanhará debates sobre práticas antirracistas na educação, arte e cotidiano, além de uma performance artística com Makapon Puri e Isabella Rosário, seguida de uma roda de conversa sobre corpo, território e processos criativos.
Além das atividades abertas ao público, o projeto realiza no sábado (23) um fórum formativo voltado exclusivamente para estudantes do cursinho popular da Rede Emancipa. A proposta é discutir acesso e permanência na arte e na educação, reunindo artistas como Luara Monteiro, Ione Reis e Fayra Moreira, além do coletivo Ufeslam, que conduzirá uma oficina de slam para produção de poesias a partir dos temas debatidos durante o encontro.
A acessibilidade aparece como um dos principais eixos da programação. Entre as medidas previstas estão intérpretes de Libras em todas as palestras, apostilas em braille e com fonte ampliada para pessoas com deficiência visual, além de uma formação prévia da equipe com orientação do especialista em acessibilidade João Estevão.