Entre distopias, viagens no tempo e críticas sociais, alguns filmes de ficção científica abriram caminho para o gênero que hoje é um dos mais populares. Se você é fã de histórias que misturam filosofia, tecnologia e futuro, prepare-se para a nossa seleção de clássicos da ficção científica vai te transportar para universos inquietantes, repletos de dilemas humanos, mundos distantes e reflexões que continuam atuais até hoje. Confira!
Metropolis (1927)
Um dos filmes mais influentes da história do cinema, Metropolis apresenta um futuro distópico em 2026, onde a sociedade está dividida entre pensadores e trabalhadores. Separados, não funcionam; juntos, formam um todo. A rebelião dos trabalhadores coloca o sistema industrial da cidade de metrópolis em xeque.
Dirigido por Fritz Lang, o clássico do expressionismo alemão impressiona pelo visual e pela crítica social, sendo um dos primeiros longas de ficção científica. Onde assistir: na Amazon Prime Video e no Telecine
Planeta Proibido (1956)
Inspirado livremente em A Tempestade, de Shakespeare, o filme mostra uma expedição da Terra a um planeta distante, onde sobrevivem apenas o Dr. Morbius e sua filha. Ele adquiriu inteligência ampliada com tecnologia alienígena, mas uma força oculta ronda o lugar.
O longa é um marco da ficção espacial e, mesmo com roteiro irregular, destaca-se pela crítica à relação humana com a tecnologia em plena Guerra Fria. Onde assistir: no Prime Video
A Máquina do Tempo (1960)
Baseado no livro de H. G. Wells, o filme acompanha George, cientista do século 19 que viaja ao futuro em busca de paz. O que encontra, no entanto, é um cenário pós-guerra nuclear e uma humanidade dividida entre os pacíficos Eloi e os canibais subterrâneos Morlocks.
Dirigido por George Pal, o filme transmite solidão, medo do desconhecido e uma visão de futuro ao mesmo tempo fascinante e assustadora. Onde assistir: no Amazon Prime Video.
Planeta dos Macacos (1967)
No clássico de Franklin J. Schaffner, o astronauta George Taylor (Charlton Heston) cai em um planeta onde macacos dominam e humanos são tratados como animais irracionais. A trama, com final surpreendente, vai além da aventura e discute fé, ciência, colonialismo e responsabilidade humana. Uma obra que permanece atual pela crítica social e política. Onde assistir: no Disney+.
2001: Uma Odisseia no Espaço (1968)
Sob a direção de Stanley Kubrick, 2001: Uma Odisseia no Espaço consolidou-se como um dos pontos mais altos da ficção científica no cinema. Construído em quatro partes, o longa aborda a trajetória da humanidade marcada pela presença de um enigmático monólito, pelo embate com a inteligência artificial HAL 9000 e pelo contato com formas de vida alienígena.
Com ritmo cadenciado e poucos diálogos, a obra intensifica a sensação de isolamento no espaço e convida o espectador a refletir sobre tecnologia, identidade e o próprio sentido da existência. Assim como em Planeta Proibido, A Máquina do Tempo e Planeta dos Macacos, Kubrick utiliza a narrativa para discutir a solidão, refletindo os temores da Guerra Fria, o afastamento da Terra e a dificuldade de conexão em um universo vasto e inóspito.
THX 1138 (1971)
Antes de Star Wars, George Lucas estreou no cinema com essa distopia subterrânea onde drogas e vigilância constante controlam a população. O protagonista, THX 1138, para de tomar sua medicação, descobre sentimentos e inicia uma fuga em busca de liberdade.
Apesar do fracasso inicial de bilheteria, o longa se tornou cult e deu nome ao sistema de som criado pela Lucasfilm. Onde assistir: na Apple TV e na Prime Video
Bônus: The Twilight Zone (1959–1964)
Criada por Rod Serling, a série é um marco da TV, misturando ficção científica, terror e fantasia. Os episódios comentavam a realidade da época sem enfrentar censura direta: “The Shelter” e “The Monsters Are Due on Maple Street” retratavam o medo nuclear e a paranoia da Guerra Fria, enquanto “The Masks” e “The Howling Man” exploravam temas morais como ganância, hipocrisia e a luta entre o bem e o mal. Onde assistir: disponível em coletâneas digitais.
** Este conteúdo é uma produção do 28º Curso de Residência em Jornalismo. A reportagem teve orientação e edição do editor Guilherme Sillva.