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Opinião

Entre pontos altos e baixos, “Bandida - A Número Um” é um bom passatempo

Filme estreou há pouco tempo na Netflix e ficou no top 10 dos mais assistidos no Brasil. Apesar de prender a atenção, produção deixou a desejar no final
Aline Almeida

Publicado em 26 de Setembro de 2024 às 17:30

Bandida, longa sobre chefe do tráfico na Rocinha, ganha trailer e data de estreia
"Bandida", longa sobre chefe do tráfico na Rocinha Crédito: Divulgação/Paris Filmes
Este mês o filme "Bandida - A Número Um" estreou na Netflix e foi o filme brasileiro mais assistido na semana de lançamento na plataforma. O longa é um outro olhar sobre a guerra do tráfico no Brasil, narrado pela perspectiva de uma mulher que nasceu e cresceu na favela da Rocinha. Dirigido por João Wainer e baseado no livro de mesmo nome de Raquel de Oliveira, o filme se distingue pela abordagem humanizada, trazendo à tona a trajetória de Raquel, uma mulher que não teve outra alternativa senão mergulhar no mundo do crime.
Desde o início, "Bandida - A Número Um" prende a atenção do espectador com sua narrativa em primeira pessoa. Essa escolha estilística cria uma conexão imediata com a protagonista, interpretada de forma marcante por Maria Bomani. A atuação de Bomani é um dos pontos altos do filme, transmitindo com profundidade os traumas e as complexidades de Raquel. O elenco de apoio, que inclui nomes como Jean Amorim, Milhem Cortaz e Natália Lage, também entrega performances sólidas, contribuindo para a densidade emocional da história.
O filme é um mergulho nas motivações e no contexto social de pessoas que vivem no mundo do crime - o que não é uma coisa nova nas produções audiovisuais brasileiras. Através da lente de Raquel, vemos a cruel realidade da desigualdade social e a realidade das mulheres no tráfico. O roteiro, adaptado fielmente do livro de Oliveira, não se furta em mostrar para além das dificuldades e os traumas que moldaram a vida da protagonista, explorando também questões familiares, a vida amorosa e até a espiritualidade da personagem.
O filme estreou há pouco tempo na Netflix e ficou no Top 10 dos mais assistidos no Brasil.
"Bandida" estreou há pouco tempo na Netflix e ficou no Top 10 dos mais assistidos no Brasil. Crédito: Karyme França
A direção de Wainer é cuidadosa e envolvente. O uso de câmeras que alternam entre preto e branco e o estilo VHS é uma escolha acertada, evocando a atmosfera dos anos 1980 e adicionando uma camada de autenticidade à história. A ambientação e a cinematografia são eficazes em transportar o espectador para o ambiente da Rocinha.
Apesar dos méritos, "Bandida - A Número Um" apresenta alguns problemas em seu terceiro ato. Os dois primeiros atos são bem construídos, com arcos narrativos que se fecham de forma satisfatória. No entanto, o desfecho parece apressado e pouco resolvido, talvez devido à limitação do tempo de exibição. Esse ritmo acelerado no final acaba prejudicando a resolução de alguns conflitos e o desenvolvimento final dos personagens.
Apesar de ser mais um filme brasileiro que aborda o tráfico de drogas e a guerra polícia x bandido - e cá entre nós, esse tema já está um pouco saturado no cinema nacional -, "Bandida - A Número Um" consegue ser um bom passatempo, oferecendo momentos de tensão, envolvimento emocional e demonstrando a perspectiva de uma mulher que se tornou chefe do morro. Em uma escala de 5 estrelas, o filme merece 3.

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