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Saiba tudo sobre as cervejas trapistas, produzidas por monges

Conhecidas por sua exclusividade e pela história que carregam, elas são fabricadas em apenas 11 mosteiros ao redor do mundo

Publicado em 19 de Abril de 2024 às 12:04

Publicado em 

19 abr 2024 às 12:04
Taynã Feitosa

Colunista

Taynã Feitosa

boratomaruma.ag@gmail.com

Saiba tudo sobre as cervejas trapistas, produzidas por monges
Cervejas trapistas são fabricadas desde a Idade Média Crédito: Shutterstock
Fabricadas ou supervisionadas por monges da ordem trapista desde a Idade Média, as cervejas trapistas são conhecidas por sua exclusividade e pela história que existe por trás da denominação.
Recomendo fortemente a você conhecê-las mais profundamente, pois são um marco no universo cervejeiro. 

CERVEJAS PRODUZIDAS EM MOSTEIROS?

 Sim, você leu certo.
A Ordem Cisterciense da Estrita Observância, que se confunde com a própria origem e com o nome "trapista", tem como um dos seus princípios fundamentais a autossuficiência, tanto do próprio mosteiro quanto da comunidade.
Se você acompanha esta coluna, já deve ter me visto comentando que, durante a Idade Média, a cerveja era fonte de nutrientes e mais segura para consumo do que água, sendo considerada um alimento.
Foi justamente nesse período que os monges começaram a produzir suas cervejas, a fim de alimentarem viajantes, civis e o próprio mosteiro, principalmente durante os longos períodos de jejum para orações.

POR QUE TRAPISTA?

Como comentei, o termo se refere aos monges da Ordem Cisterciense da Estrita Observância, mas a denominação chegou um pouco depois.
No século XVII, o monge Armand-Jean le Bouthillier de Rancè, do mosteiro francês de Notre-Dame de la Trappe, considerava o comportamento dos monges da Ordem Cisterciense muito "liberal” propondo então tradições religiosas mais rígidas.
Além da abstinência, das vigílias e dos votos de silêncio, Armand-Jean e outros monges propuseram o desdobramento da Ordem, surgindo assim a subdivisão Estrita Observância, que tem tudo a ver com a rigidez adotada.
Junto com a nova denominação, veio o termo "trapista", a fim de identificar esses monges e também todos os produtos que eles produziam, o que inclui, claro, as cervejas.

AS CERVEJAS TRAPISTAS

Como já sabemos, apenas cervejas produzidas por monges trapistas podem receber essa denominação. E até os dias atuais, apenas 11 mosteiros em todo o mundo produzem cervejas trapistas. A maior parte desses mosteiros está localizada em países como Bélgica, Holanda e França, onde a tradição surgiu.
Existem muitas regras de denominação para uma cerveja trapista. Elas devem ser produzidas dentro dos muros de um mosteiro da Ordem pelos próprios monges ou sob a supervisão deles.
Além disso, a cerveja não pode ser a principal atividade do mosteiro, portanto, é muito comum encontrar outros produtos trapistas, como queijos e pães.
As cervejas trapistas também não podem ser consideradas um negócio com fins lucrativos. Devem servir apenas para manutenção do mosteiro e estar à serviço da comunidade do entorno ou ligada a obras sociais.

3 DICAS DE CERVEJAS TRAPISTAS 

1

CHIMAY (Hainaut, Bélgica)

Fundada em 1862, a Chimay é uma das cervejarias trapistas mais conhecidas, e coleciona inúmeras premiações. Minha favorita é a Chimay Blue, uma Belgian Quadrupel muito complexa. É uma representante perfeita do estilo.

2

WESTMALLE (Malle, Antuérpia, Bélgica)

Mais antiga que a Chimay, a Westmalle foi fundada em 1794. Trata-se de uma das mais tradicionais cervejarias trapistas, e tem como característica o investimento em novas receitas até os tempos atuais. Sou apaixonada pela Tripel, que tem notas de pêssego, pimentas e laranja, muito refrescante.

3

LA TRAPPE (Tilburg, Holanda)

Fundada por monges trapistas refugiados da França, a La Trappe é de 1884 e hoje é a principal fonte de renda da Abadia de Notre-Dame de Koningshoeven. Minha dica dessa cervejaria trapista é a La Trappe Dubbel, que tem amargor baixo e notas de frutas negras e malte.

Taynã Feitosa

Taynã Feitosa é sommelière e cervejeira apaixonada por uma boa cerveja e suas infinitas possibilidades. Também é jornalista e mercadóloga

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