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Patrícia Merlo

Uma xícara de história: a chegada do café ao Brasil

A cultura cafeeira encontrou em nosso país condições favoráveis para seu desenvolvimento e os grãos consolidaram-se como um produto de alta rentabilidade

Publicado em 15 de Abril de 2024 às 18:18

Publicado em 

15 abr 2024 às 18:18
Patrícia Merlo

Colunista

Patrícia Merlo

patricia.merlo@ufes.br

Café especial
A história do café no Brasil atravessa séculos Crédito: Sebrae/ES - Divulgação
14 de abril, o Dia Mundial do Café, é uma data que celebra nosso companheiro habitual, muitas vezes negligenciado no corre-corre diário. Porém, dentro de uma xícara de café reside uma história que atravessa séculos.
A planta tem origem na região de Kaffa, na Etiópia, África. Segundo a versão mais aceita, ela já era apreciada pelos habitantes locais por volta do século XV.
No entanto, o consumo como conhecemos hoje é uma contribuição dos árabes, que não apenas desenvolveram formas de preparar a bebida, mas também os utensílios e o serviço associados a ela.
Na Europa, apenas no século 17 teve início a difusão do consumo, que com o avanço posterior da industrialização intensificou-se, especialmente devido às suas propriedades estimulantes.
A introdução do Coffea arabica no Brasil é atribuída ao Sargento-mor Francisco de Melo Palheta, em 1727. Oriundas da Guiana Francesa, as sementes foram plantadas no Grão-Pará.
Não se sabe ao certo como o arbusto chegou, no final do século 18, ao Rio de Janeiro, onde passou a ser cultivado inicialmente como planta ornamental, símbolo de sorte e de vida.
No começo do século 19, embora já fosse um costume entre europeus e norte-americanos, o café ainda não era um hábito brasileiro. Era consumido por estrangeiros de passagem pelo país e timidamente pelos locais nas chamadas casas de pasto.
Contudo, essa novidade paulatinamente revolucionou nossa economia e conquistou a preferência nacional também no consumo, seja por seu aroma peculiar ou pelo sabor único.
O Brasil tornou-se um dos maiores produtores e consumidores de café do mundo. Desde as camadas populares até as mais abastadas, o cafezinho consagrou-se como um símbolo da hospitalidade.
Ele está presente no início do dia, na conversa com os amigos, na pausa do trabalho ou após as refeições. A cultura cafeeira encontrou em nosso país condições favoráveis para seu desenvolvimento e os grãos consolidaram-se como um produto de alta rentabilidade.
Enfim, o café identifica o Brasil, sendo saboreado em milhões de xícaras consumidas em todo mundo e a todo instante. Viva o café!

Patrícia Merlo

Doutora em História Social/UFRJ, Professora da UFES, especialista em História da Alimentação.

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