A criança vive pedindo um gatinho ou um cachorrinho para os pais. Após muitas insistência, os responsáveis começam a cogitar a possibilidade dessa solicitação e começam a “preparar” a vinda do novo membro da família em uma data especial. Mas antes de transformar o desejo em surpresa, é importante lembrar: pet não é brinquedo.
De acordo com a psicóloga Juliana Sato, especialista em luto pet e comportamento humano, dar um animal de estimação como presente, sem um planejamento, pode trazer consequências sérias.
“O problema é que o gesto parte da emoção do adulto, e não da consciência da criança sobre o que significa cuidar de uma vida."
Juliana destaca que a convivência com animais pode, realmente, ser extremamente positiva para o desenvolvimento emocional infantil, mas desde que seja uma escolha consciente e coletiva da família e a criança também entenda o tamanho dessa responsabilidade.
“Os pets ensinam empatia, cuidado, paciência e respeito. Eles ajudam a reduzir a ansiedade, melhorar a autoestima e estimular habilidades sociais. Mas é necessário ter em mente que o aprendizado vem do exemplo e do acompanhamento dos pais”, ressalta.
Juliana reforça que se a intenção é apenas presentear, a dica para os pais é optar por brinquedos, livros ou experiências educativas. “O pet pode vir depois, quando todos estiverem prontos para acolher uma nova vida”, complementa.
Confira as dicas da psicóloga para famílias que pensam em adotar um pet: