Neste domingo, 25 de maio, é comemorado o Dia Nacional da Adoção, uma data para lembrar crianças e adolescentes que tiveram seus vínculos familiares interrompidos e agora aguardam a chance de recomeçar por meio da adoção. Dados do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), revelam que, nos últimos cinco anos, 808 crianças e adolescentes ganharam um novo lar no Espírito Santo.
Segundo a advogada Bruna Pereira Aquino, a adoção é uma importante medida de proteção para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, especialmente quando não há possibilidade de retorno ao convívio com os pais biológicos. “Quando uma criança ou adolescente é retirado do convívio familiar, trata-se de uma medida extrema, adotada em razão de situações de abandono, negligência grave, maus-tratos, violência física, psicológica ou abuso, devidamente comprovadas e analisadas pelo Poder Judiciário. A decisão de retirar uma criança de sua família não se dá de forma precipitada. Antes disso, são esgotadas todas as tentativas de fortalecimento dos vínculos familiares, oferecendo apoio e acompanhamento por meio de políticas públicas, assistência social e serviços psicossociais”, afirma.