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Bad Bunny faz história no Grammy ao vencer álbum do ano com disco em espanhol

Porto-riquenho é o primeiro artista a conquistar a categoria principal com álbum em língua espanhola e unifica vitórias no Grammy e Grammy Latino
Agência FolhaPress

Publicado em 02 de Fevereiro de 2026 às 12:59

Bad Bunny vence Grammy de Melhor Álbum do ano
Bad Bunny vence Grammy de Melhor Álbum do ano Crédito: Reuters/Folhapress
Bad Bunny fez história ao vencer o Grammy de álbum do ano com "Debí Tirar Más Fotos" na noite deste domingo (1º). É o primeiro disco cantado em espanhol laureado na principal categoria da premiação, que realiza agora a sua 68ª edição.
O porto-riquenho derrotou, na categoria, artistas como Lady Gaga, Kendrick Lamar e Sabrina Carpenter, além do superpopular canadense Justin Bieber. Ele superou também Leon Thomas e Tyler, the Creator.
Ele chegou ao fim da noite com três troféus, de melhor álbum de música urbana e melhor performance de música global, por "Eoo".
Esta edição do Grammy indicou Bad Bunny em todas as suas três principais categorias. Além de álbum, ele disputou gravação e canção do ano com "DtMF". Este também fora um feito inédito.
Bad Bunny foi ainda o primeiro a conseguir indicação a álbum do ano com uma obra em espanhol. Ele fez isso duas vezes, antes com "Un Verano Sin Ti", em 2023.
A vitória dele simboliza um momento de queda da música anglófana, que no ano passado perdeu espaço não só para Bad Bunny, hoje o artista mais ouvido no Spotify, mas também para a espanhola Rosalía e para os vários grupos coreanos de k-pop que vão bem nas paradas do mundo todo.
Seu "Debí Tirar Más Fotos" faz ode à cultura de Porto Rico, ao reggaeton e a vários ritmos latinos. No disco, Bad Bunny fala de temas políticos, mas também de assuntos mais introspectivos -em "DtMF", por exemplo, clama para que as pessoas vivam e registrem mais os bons momentos.
Bad Bunny se recusou a levar sua turnê para a terra firme dos Estados Unidos -Porto Rico é uma ilha, parte do território americano- por medo de que fãs sofressem repressão do ICE, o serviço dos EUA que está prendendo pessoas imigrantes de forma violenta. Assim, o artista se tornou desafeto do presidente Donald Trump.

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