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História de amor

Com paixão e intrigas, "Além da Ilusão" leva o público a uma viagem pelos anos 1930 e 1940

Trama da Rede Globo traz esmerada cenografia de Cris Bisaglia, figurino de Paula Carneiro e produção de arte de Eugenia Maakaroun. Folhetim estreia nesta segunda (7), ocupando a faixa das 18h
Agência Estado

Publicado em 07 de Fevereiro de 2022 às 10:56

Uma história de amor para conquistar o público é o que promete a nova novela da Rede Globo, "Além da Ilusão", que marca a estreia da estrela teen Larissa Manoela na emissora carioca.
Assinada por Alessandra Poggi, a trama vai transportar o público para as décadas de 1930 e 1940. A história é dividida em duas fases, conta a autora. "Na primeira, Davi (Rafael Vitti) se apaixona por Elisa (Larissa Manoela), mas ela morre e ele vai preso injustamente, acusado da morte dela", revela Alessandra.
Cena de ‘Além da Ilusão’
Cena de ‘Além da Ilusão’ Crédito: Mauricio Fidalgo
E a o roteiro toma outro rumo após 10 anos, quando Davi foge da prisão para provar sua inocência e vai se apaixonar justamente por Isadora (Sofia Budke/Larissa Manoela), irmã de Elisa que cresceu e ficou idêntica a ela.
"Apesar da semelhança física, não é por isso que ele se apaixona por ela", conta Alessandra, que explica que as duas irmãs são completamente diferentes em temperamento.
"Enquanto Elisa era uma moça romântica e sentimental, Isadora é idealista, independente e determinada. Davi se apaixona por essa força, por compartilharem os mesmos ideais de justiça, igualdade e liberdade. Então, trata-se de um novo amor."
Escrever essa novela de época exigiu da autora, e não só dela, uma pesquisa minuciosa sobre o período em que se situa a trama e ela buscou inspiração ao colher informações sobre os velhos engenhos de açúcar e de que maneira o processo de industrialização pelo qual o Brasil passou nas décadas de 1930 e 1940 teria contribuído para a derrocada desse meio de produção, com a chegada das usinas.
"Os livros de José Lins do Rego - 'Menino de Engenho' e 'Usina' - serviram não só para entender essa transformação, mas também contribuíram para o entendimento dos costumes e do modo de vida das pessoas que habitavam essas fazendas", comenta a autora, que contou com a ajuda da pesquisadora Rosana Lobo durante o processo.
O visual do folhetim faz com que o espectador seja transportado para o passado, e conta com cenografia da Cris Bisaglia e figurino da Paula Carneiro. "Está belíssimo", diz a autora, que destaca ainda o trabalho "primoroso" de produção de arte da Eugenia Maakaroun.
"O papel de carta do Palace Hotel, em Poços de Caldas/MG, a caixa de bonecas com roupinhas de Isadora criança, a maleta completa com utensílios de mágica do Davi, entre outros tantos detalhes, tudo é encantador!", complementa.

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