Aos 40 anos, Filipe Ret é a prova de que só evolui com o passar do tempo. O carioca chega a Vitória, neste sábado (11), trazendo sua nova turnê "Nume" para a Fazendinha. Mas antes do show - que promete ser emblemático - no ES, Ret conversou com HZ e resumiu o que os capixabas podem esperar. E muito mais!
Pode esperar um Ret cada vez mais presente no show. Sei que tenho uma fan base forte no Espírito Santo. Há dez anos eu vou pra aí e tenho muitos fãs ‘raíz’. Mas podem esperar muita música nova, é um projeto novo, uma armação nova... é tudo que o povo capixaba merece. Vejo o Espírito Santo como uma extensão do Rio de Janeiro, é uma galera muito parecida com os cariocas
O capítulo em terras capixabas integra a rota que passa por 22 cidades. Sobre o show, Ret fala em “armação nova”: banda redesenhada, músicos novos, dinâmica de melodias e arranjos mais plurais - sem abrir mão da conexão direta com o público.
O set prioriza o universo de “Nume” (2024) e “Nume Epílogo” (2025), misturando hits recentes com momentos de flow e cantabilidade que marcaram a FRXV (a turnê de 15 anos que passou por 140 cidades e reuniu 2 milhões de pessoas).
Consistência e legado aos 40
Entre a adrenalina do palco e a disciplina de estúdio, Filipe Ret descreve uma virada de chave: menos vaidade, mais propósito. Aos 40, o rapper diz que o trabalho ganhou densidade e direção. E isso não é só para empilhar números, mas para cravar sentido na própria trajetória e na cena.
“Cada vez mais eu tenho consciência da minha relevância e importância. Trabalho hoje para o ‘Ret’ dez vezes mais do que eu trabalhava há dez anos. Então cada vez mais a minha vida é isso. Trabalho para deixar um legado, para deixar a minha marca na história do rap, na história da música. Hoje é muito mais pelo legado, pela satisfação e por fazer alguma coisa relevante para a sociedade”.
O cantor também tem atuado nos bastidores, de olho em quem chega, “sem se prostituir no mercado” e elevando a régua da cena. Arrependimentos? Poucos: “Talvez meu primeiro disco tivesse menos faixas - lancei 15 sem feat, hoje lançaria 10. Mas valeu”.
O que toca no fone do Ret?
As referências passeiam por gerações e gêneros: Marcelo Falcão, D2, Charlie Brown Jr., Gabriel o Pensador; no funk (que ele enxerga como rap), Catra, Claudinho & Buchecha, Marcinho. Fora do rap, estão sempre por perto Tim Maia, Jorge Ben e Bob Marley.
E Ret ainda deu sua opinião em um gigante duelo gringo: Drake x Kendrick Lamar. “O que a galera não imagina que eu escuto, por exemplo, é que gosto mais do Drake do que do Kendrick. É que nessa briga aí, claro que teve um contexto, mas eu sou do time do Young Thug, que tem defendido o Drake. Estou na visão com ele de o Drake é muito maior”, disse.
A fase “Nume”: números e conceito
Lançados em novembro de 2024 (“Nume”) e julho de 2025 (“Nume Epílogo”), os trabalhos formam um projeto autorreflexivo que fecha a segunda trilogia iniciada em “Imaterial” (2021) e “Lume” (2022). No conjunto, são 21 faixas autorais, 2 remixes e 5 participações especiais, com mais de 300 milhões de execuções nas plataformas e 9 certificações - incluindo três de Platina (para o álbum e os singles “Acima de Mim Só Deus” e “Da Onde Eu Venho”).
Próximo lançamento
No rastro da turnê, vem aí o registro ao vivo de “Nume” no projeto Sonastério: quatro faixas já saíram e outras oito completam o pacote antes do lançamento do álbum ao vivo no Spotify. “Temos que saber estudar e elevar o nível, a nossa régua. É como se fosse um amante de futebol e querer que o campeonato seja bom”.
Informações
- Filipe Ret - turnê “Nume”
- Data: sábado (11)
- Onde: Fazendinha Vix, Rodovia Serafim Derenzi, Vitória
- Horário: 22h
- Ingressos: a partir de R$ 120, disponíveis no site Zig Tickets