A notícia da morte de Preta Gil, aos 50 anos, neste domingo (20), comoveu o Brasil e deixou um vazio na música nacional. Artista multifacetada, empresária, apresentadora e uma das vozes mais autênticas da cena cultural brasileira, Preta também construiu uma relação de carinho com o Espírito Santo, onde protagonizou momentos inesquecíveis para os fãs capixabas.
Entre as passagens mais marcantes está sua participação no festival Vitória Pop, em maio de 2004, na Praça do Papa, em Vitória. À época, Preta deu entrevista ao programa Em Movimento, da TV Gazeta, e emocionou o público ao cantar um trecho de “Táxi pra Bahia”, canção em que menciona diretamente a capital capixaba:
Irei a Vitória, do Espírito Santo, mas o meu destino é Salvador, Bahia
Após o show, a cantora foi só gratidão: “Fui muito bem recebida, a energia aqui é nota dez. Tô muito feliz, muito grata pela energia do público, pela receptividade”, disse à repórter Alê Marques.
Em 2005, Preta participou de um evento de moda, no qual cantou seus sucessos e levantou o astral do público. Outros momentos também marcaram sua conexão com o Estado. Em junho de 2011, a artista trouxe seu animado projeto Noite Preta para a boate Píer 27, em Vila Velha, onde cantou por 2 horas e 20 minutos.
Dois anos depois, em outubro de 2013, Preta se apresentou no Shopping Vitória, durante o Vogue Fashion’s Night Out, misturando moda, música e presença vibrante. Preta também passou pelos palcos do Multiplace Mais, em Meaípe, durante feriados prolongados como a Semana Santa, além de ter comandado o Bloco da Preta e o projeto Noite Preta em edições do Ilha Shows, sempre com ingressos disputados e pistas cheias.
Já em 2019, o Espírito Santo recebeu uma versão mais íntima da artista, que se apresentou no Teatro Universitário da Ufes, em Vitória, com o monólogo "Mais Preta que Nunca". Sozinha no palco, a cantora compartilhou com o público capixaba memórias, reflexões sobre sua trajetória e relatos de bastidores da cena cultural brasileira, vivida intensamente desde a infância como filha de Gilberto Gil e testemunha do movimento tropicalista.
Ao longo dos anos, Preta Gil cultivou um carinho especial pelo Espírito Santo. E o público capixaba retribuiu com entusiasmo e afeto. Hoje, fãs relembram esses momentos com saudade e gratidão por sua generosidade, alegria e presença potente nos palcos e na vida.