Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

  • Início
  • HZ
  • Viver Bem
  • Conheça as bactérias suspeitas de causar mortes de crianças em MG
Saúde

Conheça as bactérias suspeitas de causar mortes de crianças em MG

Em menos de um mês, três estudantes morreram em São João del Rei; cidades da região suspenderam as aulas
Redação de A Gazeta

Publicado em 28 de Outubro de 2023 às 14:45

Colônia de Streptococcus em laboratório
Colônia de Streptococcus em laboratório Crédito: Shutterstock
Um caso de saúde pública tem chamado atenção de autoridades e veículos de comunicação nos últimos dias. Trata-se da morte de três crianças e a internação de outras quatro em São João del Rei, no interior de Minas Gerais. A situação assustou mães, que pediram a suspensão das aulas e foram atendidas pela Prefeitura.
De acordo com a Vigilância Epidemiológica da cidade, ainda não existe comprovação do que pode ter provocado os óbitos. Entre as possibilidades investigadas pelas autoridades prevalece a suspeita de infecção bacteriana.
As bactérias investigadas pela Secretaria Municipal de Saúde e Fundação Ezequiel Dias (Funed) são a Streptococcus pyogenes e a Streptococcus sp. alfa-hemolítico. Isso porque a declaração de óbito da primeira vítima, um menino de 10 anos, apontava a bactéria Streptococcus pyogenes. Além dela, a divulgação de uma nota técnica da secretaria apontava que outra criança, uma menina de 9 anos, teve contato com a  Streptococcus sp. alfa-hemolítico, mas já recebeu alta.

SINTOMAS

Segundo especialistas ouvidos pela Folha de S. Paulo e pelo G1, a Streptococcus pyogenes é uma bactéria comum, responsável por uma série de infecções nos seres humanos. Já a Streptococcus sp. alfa-hemolítico é mais rara e mais grave.
A primeira pode causar quadros leves como amigdalite, febre, dor no corpo, náuseas e vômitos, além de infecções de pele. Porém, em casos gravez pode resultar em pneumonia e septicemia, condição que em muitos casos leva o paciente à morte.
"Algumas cepas são muito agressivas e produzem toxinas que podem levar à morte do tecido. E é muito grave, porque a bactéria cai no sangue, se multiplica e pode invadir os órgãos, provocando a septicemia", explica o infectologista Marcelo Simão Ferreira, professor da UFU (Universidade Federal de Uberlândia), ao jornal Folha de S. Paulo.
A segunda cepa pode causar infecções na garganta, no ouvido e na pele, e os quadros podem evoluir para febre reumática, insuficiência renal e síndrome do choque tóxico, podendo causar a morte do indivíduo.

TRANSMISSÃO E TRATAMENTO

Em ambos os casos, a transmissão se dá por meio gotículas contaminadas proveniente de contato próximo como beijos, espirros e tosses. Por isso, é comum que se multiplique entre crianças no ambiente escolar. "Essa bactéria pode ser encontrada em superfícies, de maneira geral. Nas carteiras, nos bebedouros e em outros objetos", disse Ferreira à Folha.
A melhor forma de evitar o contágio é a higiene das mãos e o não contato com pessoas infectadas. O tratamento é feito por antibióticos. Dependendo do caso, pode ser feito com dose única de penicilina. Os especialistas orientam os responsáveis a buscarem atendimento médico para os filhos assim que perceberem os primeiros sintomas.
*Com informações da Folha de S. Paulo, G1 e Metrópoles

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Aplicativos sugerem investimentos, mas decisões podem ser influenciadas por taxas, comissões e algoritmos
O mercado não é seu amigo: quem ganha antes de você com seus investimentos
Imagem de destaque
Tarot do dia: previsão para os 12 signos em 24/04/2026
Gabriela Sartório morreu após ser atropelada enquanto pedalava
Morre ciclista atropelada por motorista que confessou ter bebido em Vitória

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados