Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Bons hábitos

Dia Nacional da Saúde: 6 dicas para ter uma vida mais saudável

A data visa conscientizar a população sobre a importância da preservação e promoção da saúde para uma melhor qualidade de vida
A Gazeta

Publicado em 05 de Agosto de 2023 às 08:00

Dia Nacional da Saúde: dormir bem
O ideal é dormir entre sete a oito horas de forma consistente. Fugir desses valores é colocar a saúde em risco Crédito: Shutterstock
Hoje é comemorado o Dia Nacional da Saúde, que visa conscientizar a população sobre a importância da preservação e promoção da saúde para uma melhor qualidade de vida. E, ao contrário do que muitos pensam, o conceito de saúde não significa apenas a ausência de doenças ou enfermidades. Na verdade, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, “saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social”.
Ou seja, o conceito de saúde está relacionado a um estilo de vida saudável, afinal, nossos hábitos diários possuem um grande impacto em nosso organismoNão é à toa que as doenças decorrentes do estilo de vida, como obesidade, diabetes, hipertensão e até câncer, figuram entre as principais causas de morte em todo mundo. E é interessante notar que esse conceito de saúde, que vem ganhando cada vez mais popularidade, acompanha inclusive uma tendência recente da área médica que propõe uma maneira diferente de se enxergar o paciente: a Medicina do Estilo de Vida. “A Medicina do Estilo de Vida tem como finalidade cuidar do paciente de forma global, mudando seus hábitos para não apenas tratar, mas, principalmente, para prevenir doenças. Ou seja, a Medicina do Estilo de Vida é uma maneira de fornecer ao paciente ferramentas para a mudança de seus hábitos”, explica a cirurgiã plástica Beatriz Lassance.
De acordo com a cirurgiã vascular Aline Lamaita, a Medicina do Estilo de Vida é baseada em seis pilares — alimentação, controle do stress, prática de atividade física, cessação do tabagismo, qualidade de sono e relações interpessoais — e é destinada a todas as faixas etárias. “Já é cientificamente comprovado que até mesmo octogenários podem se beneficiar de mudanças no estilo de vida. A incidência do Alzheimer, por exemplo, diminui em 54% com a prática de atividades físicas três vezes por semana durante 30 minutos, independentemente da idade do paciente”, destaca a médica. “E o melhor é que a Medicina do Estilo de Vida não atua apenas na prevenção das doenças, mas também no tratamento. Sabe-se que com mudanças de estilo de vida é possível não apenas prevenir, mas também reverter grande parte das doenças”, completa.
E não é preciso esperar a consulta com o médico para começar a mudar seus hábitos. Então, por que não aproveitar o Dia Mundial da Saúde para dar o pontapé inicial nas mudanças em seu estilo de vida e melhorar sua saúde? Para isso, confira abaixo as dicas das especialistas:
Gerencie o estresse: o estresse e a ansiedade podem causar uma série de danos ao organismo. Por isso, é fundamental investir em medidas para gerenciar essas situações e manter sua saúde mental. "Doenças mentais causadas por estresse e ansiedade estão sob os holofotes da Organização Mundial de Saúde (OMS) que incluiu na Classificação Internacional de Doenças a Síndrome de Burnout, ou estresse crônico resultante do acúmulo excessivo em situações de trabalho. O cansaço excessivo físico e mental causa também prejuízos a órgãos vitais. Quando seu corpo está sob altos níveis de estresse por longos períodos de tempo, essas reações físicas, se não forem controladas, podem prejudicar sua saúde. Os impactos combinados do aumento da pressão arterial, da frequência cardíaca mais rápida e do aumento de gorduras e açúcar no sangue podem contribuir para vários problemas de saúde, incluindo pressão alta, diabetes e doenças cardíacas. Estresse e reações descontroladas ao estresse também podem levar a danos nos rins", explica a nefrologista Caroline Reigada. Em casa, procure um tempo para descansar dos estímulos alheios, pausando por um momento, desconectando-se do mundo online e tomando um tempo para respirar. Uma ótima estratégia é praticar meditação. “Além disso, no trabalho, a cada 60 ou 90 minutos, pare 15 minutos para respirar, tomar um café ou simplesmente fechar os olhos. O tempo de descanso é extremamente importante para manejo de estresse”, afirma Aline Lamaita.
Alimente-se corretamente: a adoção de uma alimentação balanceada rica em frutas, verduras e legumes é fundamental para manutenção da saúde. “O ideal é apostar nos alimentos in natura e em preparações preferencialmente caseiras, priorizando as proteínas de alto valor biológico (carnes, ovos e leguminosas), os ácidos graxos ômega-3 (peixes de água fria e sementes oleaginosas), vitamina C (frutas cítricas e vegetais verde escuro), polifenóis (vegetais pigmentados e frutas de coloração avermelhada) e carotenoides (vegetais amarelos, alaranjados e vermelhos como abóbora, cenoura e tomate)”, aconselha a médica nutróloga Marcella Garcez. Além disso, evite o consumo excessivo de gorduras ruins, frituras, sal e açúcar.
Pratique exercícios: é comprovado que exercícios físicos podem prevenir uma infinidade de doenças e até reverter casos de diabetes tipo II, hipertensão e depressão. “O ideal então é realizar semanalmente 150 minutos de exercícios físicos de intensidade moderada. Mas qualquer atividade já pode trazer benefícios, como aumentar o número de passos por dia e subir escadas”, diz Beatriz Lassance.
Pare de fumar: de acordo com Beatriz Lassance, além de 80% dos cânceres de pulmão ocorrerem em fumantes, o tabagismo também está associado a uma série de outros problemas, incluindo o envelhecimento precoce da pele e o tromboembolismo. Por isso, o ideal é deixar o cigarro de lado. A médica nefrologista Caroline Reigada explica que cada vez que você inala a fumaça do cigarro, sua frequência cardíaca e sua pressão arterial aumentam temporariamente. “Seu coração tem que bater mais forte e mais rápido do que o normal. Os níveis de colesterol também ficam fora de controle, já que a fumaça do cigarro aumenta os níveis de LDL, ou colesterol ‘ruim’, e de uma gordura no sangue chamada triglicerídeos. Isso faz com que uma placa de gordura se acumule em suas artérias, aumentando o risco de ataques cardíacos”. O tabagismo também é um dos principais fatores de risco que podem levar à doença renal terminal. “Algumas das possíveis maneiras pelas quais fumar pode prejudicar os rins são: aumento da pressão arterial e da frequência cardíaca; redução do fluxo sanguíneo nos rins; aumento da produção de angiotensina II; estreitamento dos vasos sanguíneos nos rins; danos nas arteríolas (ramos de artérias); formação de arteriosclerose (espessamento e endurecimento) das artérias renais; e aceleração da perda da função renal. Além do tabaco, fumar permite que outras toxinas entrem no corpo. E de acordo com a Associação Americana de Pacientes Renais (AAKP), estudos mostraram que fumar é prejudicial para os rins, podendo causar a progressão da doença renal e aumentar o risco de proteinúria (quantidade excessiva de proteína na urina)”, destaca a médica nefrologista. 
Durma bem: O ideal é dormir entre sete a oito horas de forma consistente. Fugir desses valores é colocar a saúde em risco. “Temos evidências extensas de que dormir cinco horas ou menos aumenta consistentemente o risco de condições adversas à saúde, como doenças cardiovasculares e até longevidade. Além disso, esse período é indispensável para a reparação do organismo e é importante para o bom funcionamento do sistema imunológico", explica Aline Lamaita. “E se mesmo após 7 ou 8 horas de sono os sintomas forem de cansaço e sonolência pode ser que a qualidade esteja ruim. Então, uma dica para melhorar o sono é evitar equipamentos eletrônicos uma hora antes de dormir, pois a luz azul emitida por esses aparelhos interfere na qualidade do sono”, alerta  Beatriz Lassance.
Socialize: De acordo com a Aline Lamaita, existe uma extensa literatura médica comprovando que relações interpessoais possuem grande influência sobre a saúde do paciente. “Ou seja, mantenha por perto as pessoas que você gosta, mesmo que seja pela internet”, afirma. Uma rica rede social ajuda a reduzir o estresse e a ansiedade, combate a depressão e aumenta a estimulação intelectual. E as pessoas não são a única fonte de relacionamentos. A companhia de animais provou ser igualmente boa para a saúde. “Animais de estimação fazem as pessoas se sentirem bem, mas o mais importante, seu animal favorito pode torná-lo saudável e ajudá-lo a permanecer assim. Eles podem nos acalmar, aumentar nossa imunidade, melhorar nossa saúde cardíaca, nos manter em movimento e melhorar nossa vida social”, finaliza a médica.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Frango malpassado: entenda os riscos à saúde e como evitar contaminações
O USS Nimitz (CVN 68) vai navegar pela costa sul-americana durante a Southern Seas 2026
Porta-aviões nuclear dos EUA virá ao Rio em missão de demonstração
Lúcio Wanderley Santos Lima Filho foi morto a tiros no bairro Bebedouro, em Linhares
Homem é assassinado a tiros após confusão em festa em Linhares

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados