Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Disfunção sexual

É mulher e tem dor na relação sexual? Isso pode ser vaginismo

Não é comum sentir dores na hora da penetração. Se isso acontece com você, procure profissionais especializados no assunto para te ajudar

Publicado em 05 de Outubro de 2022 às 21:30

Publicado em 

05 out 2022 às 21:30
Sirleide Stinguel

Colunista

Sirleide Stinguel

spremoli93@gmail.com

Casal infeliz em lados opostos da cama
Dores durante a relação sexual pode trazer problemas até para a relação do casal Crédito: Shutterstock
Não é de hoje que ouço algumas mulheres reclamarem de dor na relação sexual, algumas ainda falam em “normalidade”. Mas será mesmo que o prazer envolve dor?
Quando mais jovem (na adolescência), lembro de ouvir uma conversa em que uma se queixava de dor na hora do ato sexual e a colega pediu para ela ter paciência pois a dor ia passar. Na época, procurei em livros e revistas sobre a tal dor e a maioria afirmava existir na primeira vez.
Fiquei com isso em mente e confesso: nas minhas primeiras relações sexuais, eu aguardava a tão comum dor. Foi um misto de frustração e alívio por não sentir dor. Porém, com isso bloqueei o prazer.
Muitas mulheres têm convivido com dor durante a relação sexual por anos sem sequer saber o motivo e levam a tal dor como algo normal e de adaptação do órgão genital. Pois bem, se não tem anomalia física, não deveria ter dor, ainda mais em um ambiente de prazer.
Existe uma disfunção sexual chamada vaginismo, que descreve a dificuldade persistente ou recorrente da mulher com agravante de dor na relação sexual, o que dificulta ou impede a entrada do pênis ou dedo e/ou objeto no canal vaginal, apesar do desejo estar presente. ⁣
A mulher com vaginismo tensiona a musculatura íntima na hora da relação sexual - em decorrência da disfunção de origem psicológica - e ela acaba tendo uma contração involuntária no canal vaginal, ocasionando muita ou pouca dor.
Muitas mulheres recorrem ao ginecologista, que é o mais indicado na situação inicial. Quando o possível diagnóstico é o vaginismo, ouvem a resposta: "Não tem nada de errado com você, está tudo normal”.
Realmente não tem nada errado, pois a parte física está tudo normal. Porém, existe um fator psicológico que dispara tal tensão para o corpo e o único vestígio é a dor no momento. A partir de então, o próprio ginecologista pode indicar, ou estas mulheres devem procurar, um especialista em sexualidade humana, que pode ser um psicólogo sexólogo, e um fisioterapeuta pélvico.⁣
A origem do vaginismo é variada e único para cada mulher. Não dá para falar com exatidão o gatilho que desencadeia esse bloqueio, mas muitas tem em comum traumas sexuais, abuso sexual ou uma educação sexual muito rígida. Mulheres que tiveram algum trauma físico na vulva, infecções vaginais recorrentes, questões com sua orientação sexual ou ainda rejeição sexual a um parceiro específico, também podem desencadear a disfunção.
Então, tirando as pessoas (fetichistas) que gostam da dor, sentir dor durante a relação sexual nunca é normal. Procure um ginecologista para fazer um check-up e ver se está tudo bem com a região íntima. Se não houver problemas nem indicações de tratamentos, siga para um profissional especializado em sexologia para se obter um diagnóstico seguro e iniciar a terapia.

Sirleide Stinguel

Sirleide Stinguel é especialista em sexualidade humana, pós graduada em terapia sexual na saúde e educação. Graduanda em Psicologia.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem BBC Brasil
Brasileiro mostra como é morar em favela chinesa pagando R$ 30 de aluguel: 'Minha viagem nunca acabou'
Imagem de destaque
Duas brasileiras, uma adolescente e uma idosa, estão entre baleados em ataque nas pirâmides do México
Imagem de destaque
Como Trump recuou e ganhou mais tempo para negociar acordo com o Irã

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados