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Sem libido

Entenda porque a impotência sexual afeta homens obesos

A obesidade afeta a libido das mais variadas formas pois o excesso de peso está diretamente relacionado à produção de hormônios e, consequentemente, à libido e ao desejo sexual
Guilherme Sillva

Publicado em 23 de Maio de 2022 às 07:00

Homem obeso
A obesidade afeta a libido das mais variadas formas Crédito: Shutterstock
A impotência sexual, ou disfunção erétil, como chamam os médicos, é uma questão que assombra homens de todas as faixas etárias. E ela pode acontecer com mais frequência em homens obesos.
obesidade afeta a libido das mais variadas formas, pois, o excesso de peso está diretamente relacionado a produção de hormônios e a consequentemente à libido e ao desejo sexual. O médico Antelmo Sasso Fin, especialista em metabologia e cirurgia bariátrica, explica que a circulação sanguínea em pessoas que são obesas associadas à comorbidades pode ser mais comprometida reduzindo a eficiência e o funcionamento de parte de órgãos genitais, reduzindo a excitação.
Os homens obesos têm maior risco de ter disfunção erétil (DE). A DE é a incapacidade do homem em conseguir obter e manter uma ereção do pênis suficiente para possibilitar atividade sexual satisfatória.
"A obesidade altera a produção de testosterona, aumenta a transformação de testosterona em estradiol, o que pode levar à desordem nos processos de estimulação para a formação de espermatozoides e diminuição da libido masculina. Há também com a obesidade o risco de aparecimento ou agravamento de problemas no sistema circulatório, comprometendo a circulação na região peniana, tudo isso levando à dificuldade de ereção", diz o médico.

ALTERAÇÕES HORMONAIS

O urologista Adriano Cardoso Pinto, da Rede de Hospitais São Camilo São Paulo, conta que, em alguns estudos, já foi demonstrado que homens obesos tem de 30% a 90% de risco aumentado de ter disfunção erétil comparados a homens não obesos. "E entre os homens que têm disfunção, um grande número são homens que têm a cintura maior que homens normais".
A obesidade afeta a vida sexual basicamente pelo fato que esses homens possuem um risco aumentado de diversas comorbidades. "São indivíduos com uma chance maior de ter diabete, alterações do colesterol e de triglicerídeos, e outras gorduras que podem estar acumuladas no organismo, além de alterações hormonais. Esses homens acumulam essas comorbidades e o excesso de peso também faz com que tenham alterações na distribuição de seus hormônios", explica o urologista.
Na medida em que a obesidade aumenta, existe uma modificação do metabolismo do testosterona e passa ser de menor qualidade e quantidade, fazendo com que seja menos efetiva e menos quantitativa, e que tenha a diminuição do desejo sexual e da capacidade de terem ereções mais rígidas.
O médico explica ainda que as alterações hormonais provocadas pela distribuição inadequada dos hormônios no organismo fazem com que o homem obeso tenha uma dificuldade de ter uma ereção adequada e de ter desejo. "Ele terá uma atividade sexual distinta. As circunstâncias, em que diversas situações acontecem simultaneamente,  levam o individuo a fenômenos como depressão ou alterações no humor, além de afetar as relações com os amigos, parceira (o) ou trabalho. "Isso faz com que o individuo fique insatisfeito consigo mesmo", diz Adriano Cardoso Pinto. 

MULHERES

Já em mulheres, a obesidade pode levar à alteração dos ciclos menstruais, redução da fertilidade, diminuição do desejo sexual, da excitação e lubrificação vaginal, do orgasmo e à dispareunia. "Tanto devido à fatores hormonais, à ação da obesidade sobre a função vascular quanto a aspectos sociais de imagem corporal. O tratamento da obesidade, com o subsequente emagrecimento e restabelecimento dos ciclos menstruais, a atividade física e uma melhora na autoestima são caminhos para o tratamento", diz Antelmo Sasso Fin.
Dificuldades em ter ou manter uma ereção ainda são um tabu. Por isso, procurar um profissional para entender o problema é o recomendado. "A procura de um profissional irá viabilizar uma visão esclarecedora sobre a doença e proporcionará uma terapêutica adequada", diz Antelmo Sasso Fin.

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