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Origem genética

Ex-BBB Amanda Djehdian é diagnosticada com lipedema; entenda a doença

A doença vascular crônica e de origem genética não possui cura, mas o controle consiste em sessões de drenagem linfática, uso de meias de compressão, exercícios físico e dieta
Guilherme Sillva

Publicado em 17 de Agosto de 2022 às 15:58

Amanda Djehdian
Amanda Djehdian  recebeu o diagnóstico de lipedema no início deste ano Crédito: REprodução @Amandadjehdian
Amanda Djehdian, vice-campeã do "BBB15", revelou que recebeu o diagnóstico de lipedema no início deste ano. Em entrevista ao site da Contigo!, a influenciadora compartilhou seu relato após colocar próteses nos seios e contou como será o tratamento e os cuidados para a doença, que não tem cura.
“Após fazer duas sessões, minha dermatologista notou que a melhora esperada não tinha acontecido e aí me olhou detalhadamente e sugeriu que eu procurasse um médico vascular especializado em lipedema e me explicou brevemente o que era, e batia muito com meu histórico”, contou.
A cirurgiã vascular Moriane Lorenzoni explica que o lipedema é uma doença vascular crônica e de origem genética que acomete principalmente mulheres. Quase sempre, quem tem essa enfermidade se queixa de 'pernas gordas', muita celulite e dores nos membros inferiores. Estima-se que uma em cada dez mulheres tenha a doença no mundo e, no Brasil, cinco milhões provavelmente convivem com o lipedema e não sabem. 
A médica conta que os principais sintomas da doença são o corpo desproporcional, com a parte de baixo maior - que não diminui nem com dieta, tratamentos estéticos ou exercícios físicos -, inchaço, dores nas pernas, muita celulite, que costuma ser dolorosa também, e hematomas. Algumas pessoas podem, inclusive, confundir com a obesidade. "Na obesidade, o acúmulo de gordura é em todo o corpo. Já no lipedema, o acúmulo é concentrado nos braços e pernas, com nódulos de gordura bem aparentes, que podem ser facilmente confundidos com celulite em um grau mais avançado". 
"É uma doença crônica, que não possui cura, mas o controle consiste em sessões de drenagem linfática, uso de meias de compressão, exercícios físico e dieta anti-inflamatória. O diagnóstico precoce é fundamental para evitar a progressão da doença"
Quem sofre com o lipedema tem tendência a desenvolver varizes, hematomas ou aumento de inchaço na panturrilha na segunda metade do dia. “A prática de esportes e uma dieta saudável ajudam bastante durante as primeiras fases do lipedema. Também é essencial usar roupas de compressão durante as atividades esportivas para ajudar a prevenir o inchaço e melhorar a circulação”, ensina.
Também é recomendado evitar o abuso de alimentos como carnes suínas e bovinas, embutidos, refrigerante e bebidas alcoólicas, porque esses alimentos e bebidas têm potencial inflamatório, piorando a doença. Manter uma alimentação saudável e hábitos saudáveis ajudam a melhorar os sintomas e a qualidade de vida de quem tem a doença. Fazer exercícios físicos e beber muita água também ajuda no alívio dos sintomas.
A médica conta que a lipoaspiração deve ser considerada nos graus mais elevados da doença, quando há um grande acúmulo de gordura, com comprometimento da mobilidade, por exemplo. "Cada caso é avaliado individualmente e, se identificada a necessidade, o paciente é encaminhado ao cirurgião plástico ou cirurgião vascular que realizará o procedimento com o objetivo de aspirar o excesso de gordura acumulado", diz Moriane Lorenzoni. 
A cirurgiã ainda ressalta ser muito comum que as mulheres da mesma família desenvolvam o problema no decorrer das gerações. “Por isso, é preciso ter atenção às doenças que estão presentes na sua família e aos sintomas do lipedema, como: acúmulo de gordura; dor eminente, surgimento de hematomas, peso nos membros e fragilidade capilar. Se suas pernas, braços ou quadris estiverem aumentando de volume, não pense apenas em fazer dieta, consulte um angiologista e, com ajuda profissional, defina o melhor tratamento”. ⠀

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