Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Cuidados

O que é pé diabético? Veja sintomas e como tratar a doença

Condição pode levar a diversas complicações graves, incluindo infecções, úlceras, necrose e, em último caso, amputação do pé ou parte da perna
Guilherme Sillva

Publicado em 02 de Agosto de 2023 às 17:42

pé diabético
Formigamento ou dormência nos pés são alguns dos sintomas Crédito: Shutterstock
Uma das complicações mais graves que pode ocorrer em pessoas com diabetes é o chamado pé diabético. Ele é caracterizado por uma combinação de danos nos nervos, chamado de neuropatia, e problemas de circulação sanguínea nos membros inferiores, principalmente nos pés.
"A causa é reflexo da falta de controle do diabetes por muitos anos, o que pode levar a alterações nos nervos e vasos sanguíneos dos pés", explica a endocrinologista Luiza de Backer Fachin, da Unimed Sul Capixaba.
A médica conta que a condição pode levar a diversas complicações graves, incluindo infecções, úlceras, necrose e, em último caso, amputação do pé ou parte da perna.
"Por conta da neuropatia, a pessoa pode não sentir lesões, como cortes ou bolhas, e isso pode levar a um agravamento da situação, uma vez que o problema pode passar despercebido por um período significativo", conta Luiza de Backer Fachin.

SINAIS

  • Sensação reduzida de dor;

  • Calor e frio nos pés;

  • Formigamento ou dormência nos pés;

  •  Feridas;

  • Cortes ou bolhas que não cicatrizam adequadamente;

  • Mudanças na cor da pele nos pés;

  • Unhas encravadas ou espessadas;

  • Deformidades nos pés;

  • Pele extremamente ressecada nos pés.
"O pé diabético pode ocasionar feridas ou úlceras que não cicatrizam adequadamente. Além disso, a circulação sanguínea prejudicada dificulta o processo de cicatrização, o que pode levar a úlceras persistentes e de difícil tratamento"
A endocrinologista Maria Amélia Sobreira Gomes, da Unimed Vitória, explica que as lesões inicialmente ocorrem ao nível microvascular e em terminações nervosas dos dedos.
"Isso leva a sensações de parestesias ou cãibras, diminuição da sensibilidade local ou sensação de dor, queimação ou agulhadas, que podem se agravar a noite. Normalmente o paciente só resolve se cuidar em um estágio mais avançado, quando já apresenta feridas de difícil cicatrização, que podem levar a necessidade de amputações".
A pele do paciente diabético é mais desidratada. Seus pés tendem a ser mais secos, com rachaduras e deformidades, como calosidades, por aderirem a pisadas diferenciadas. As lesões por fungos entre os dedos e as feridas e úlceras de difícil cicatrização se tornam frequentes. Entre as complicações que podem ocorrer caso o problema não seja tratado, estão infecções graves, úlceras de difícil cicatrização, dor neuropática (dores intensas como queimaduras ou facadas que ocorrem principalmente à noite) e amputações.
A médica conta que os músculos dos pés podem atrofiar. "Ocorre uma diminuição na condução e velocidade nervosa, levando a uma atrofia da musculatura intrínseca dos pés, levando a deformidades e alterações da marcha. Essas deformidades, associadas a limitações das articulações e da mobilidade, leva a ulcerações e calosidades graves, com comprometimento da qualidade de vida e aumento das morbidades", diz Maria Amélia Sobreira Gomes. 
"A neuropatia diabética não tem cura. Seu tratamento visa aliviar os sintomas, tratar infecções, evitar a progressão da doença e reabilitar o doente. Fisioterapia e medicações como pregabalina e gabapentina são frequentemente utilizados, mas o tratamento é individualizado e depende do estágio e das queixas de cada paciente"
É recomendado o controle glicêmico adequado, com os níveis de açúcar no sangue dentro das metas recomendadas para reduzir o risco de ainda mais complicações. "No tratamento de feridas, pode haver necessidade de remoção de tecido morto em alguns casos; e uso de antibióticos para tratar infecções, quando necessário. Além disso, em alguns casos podem ser indicadas medidas para a melhora da circulação sanguínea nos membros inferiores", diz Backer Fachin.
Como prevenção, é essencial manter os níveis de glicose no sangue sob controle. "Além disso, quem é diabético e tem dificuldade de controlar o índice glicêmico deve examinar os pés com bastante frequência, buscando por lesões ou alterações; lavar os pés com água morna, evitar água quente, e manter a pele hidratada, sem aplicar creme entre os dedos", aponta.
A especialista dá mais dicas de prevenção. "Também podemos usar meias de algodão ou lã, evitando tecidos sintéticos; cortar as unhas com cuidado, mantendo-as quadradas com laterais arredondadas e sem tirar a cutícula; evitar andar descalço, protegendo os pés inclusive na praia e piscina; escolher calçados fechados, macios, confortáveis e com solados rígidos, evitando sapatos apertados, de plástico, de couro sintético e saltos muito altos; e considerar o uso de sapatos terapêuticos especiais, especialmente em caso de danos nos nervos que possam alterar a forma dos pés e dedos", finaliza Luiza de Backer Fachin.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Por que foto com Trump pode ser valiosa para Lula na eleição, segundo analistas
Imagem de destaque
Quais produtos capixabas ganham mais força na União Europeia?
Cafeicultura une gerações e gera renda para famílias brasileiras
Recordes no agronegócio capixaba: a segurança jurídica que ainda precisa ser construída

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados